As iniciativas oferecem uma visão ampla sobre o comportamento do setor e ajudam a identificar tendências relacionadas à produtividade, tecnologia, gestão e sustentabilidade da pecuária intensiva brasileira. Os resultados preliminares indicam que a atividade continua avançando em direção a modelos cada vez mais orientados por dados, eficiência operacional e rentabilidade. “O confinamento bovino deixou de ser uma alternativa e se tornou uma atividade em expansão, por meio da profissionalização, orientada por tecnologia e gestão”, disse o presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, Luiz Fernando Magalhães.
Segundo a prévia do Censo de Confinamento 2026, realizada com apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo, o Brasil deve atingir um novo patamar na pecuária intensiva, com cerca de 9,78 milhões de cabeças de gado neste ano. O resultado representa um aumento de 5,7% em relação ao volume consolidado de 2025, que registrou 9,25 milhões de cabeças confinadas.
Conforme o gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich, Walter Patrizi, entre os estados com maior volume de animais confinados estão Mato Grosso, com 2,4 milhões de cabeças (aumento de 7,7%); São Paulo, com 1,4 milhão (crescimento de 4,9%); Goiás, com 1,4 milhão (incremento de 2,0%); Mato Grosso do Sul, com 900 mil (acréscimo de 5,2%); e Minas Gerais, com 800 mil (aumento de 7,9%). Juntos, esses cinco estados representam mais da metade do total nacional. Juntos, esses cinco estados representam aproximadamente 70,6% do total estimado para o país, reforçando sua relevância para a pecuária intensiva brasileira.
Conforme Magalhães, o censo vai muito além da mensuração de cabeças confinadas e ajuda a compreender transformações estruturais da pecuária brasileira e antecipar tendências que impactam diretamente a tomada de decisão do produtor.
Tour de Confinamento reforça ganhos em desempenho e rentabilidade
Realizado em 8 propriedades distribuídas por 8 estados, o Tour de Confinamento 2025 avaliou indicadores técnicos, zootécnicos e econômicos relacionados aos sistemas produtivos acompanhados pela companhia.
Entre os principais resultados observados estão um ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias, o peso médio de entrada dos animais de 12,7 arrobas e peso médio de saída de 19,92 arrobas. Além disso, o ROI médio foi de 16,31%, podendo alcançar 26,8%.
De acordo com Patrini, os resultados observados no Tour reforçam algo que a produtividade e rentabilidade caminham juntas na atividade diária do campo. “Em um cenário de margens mais desafiadoras, tecnologias nutricionais e gestão eficiente passam a ser ainda mais relevantes para o produtor”, destaca
FarmTell avança e amplia tomada de decisão baseada em dados
Os resultados preliminares também indicam um crescimento no uso de ferramentas digitais e soluções de pecuária de precisão entre produtores.
Hoje, a plataforma FarmTell Beef de gestão da pecuária de corte, monitora aproximadamente 1,4 milhão de animais distribuídos em 410 confinamentos, localizados em 12 estados brasileiros. Além do acompanhamento zootécnico e operacional, a solução integra tecnologias capazes de transformar dados em informações práticas para tomada de decisão.
A companhia também vem ampliando o uso da Lore, inteligência artificial da dsm-firmenich desenvolvida para apoiar a gestão pecuária e oferecer recomendações mais rápidas e personalizadas aos produtores.
“A pecuária brasileira vive um momento em que a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser um componente estratégico para a competitividade. O produtor quer continuar contando com proximidade e suporte técnico, mas também espera acesso a ferramentas que transformem dados em decisões mais rápidas e assertivas”, afirma a diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, Vanessa Porto.
Tecnologia e eficiência como pilares da próxima fase da pecuária brasileira
Os resultados preliminares do Censo e do Tour reforçam uma tendência observada nos últimos anos: a busca crescente por sistemas capazes de combinar produtividade, sustentabilidade e rentabilidade. Mais do que ampliar volumes, a evolução da atividade passa por decisões fundamentadas em tecnologia, gestão e ciência aplicada ao campo.
“O futuro da pecuária não será definido apenas por produzir mais, mas por produzir melhor. A combinação entre ciência, tecnologia e gestão será determinante para tornar o setor mais eficiente, sustentável e competitivo nos próximos anos”, conclui Magalhães.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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