Porto Alegre, 17 de julho de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana, com os frigoríficos mais atuantes na compra de gado visando ampliar as escalas de abate.
Para o analista de Safras & Mercado, os preços já sinalizaram mais firmeza nas principais praças de comercialização durante a semana. Resta saber se essa maior procura por gado conseguirá fazer com que os frigoríficos consigam trabalhar com um alongamento da programação de abates, uma vez que as exportações destinadas à China perderam força, dado o esgotamento precoce da cota de embarques destinada ao Brasil neste ano.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de julho:
* São Paulo (Capital) – R$ 330,00 a arroba, valor estável frente à última semana.
* Goiás (Goiânia) – R$ 320,00 a arroba, avanço de 1,59% frente aos R$ 315,00 registrados no final da semana anterior.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 310,00 a arroba, inalterado perante a semana anterior.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 325,00 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320,00 registrados na semana anterior.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 320,00 a arroba, sem mudanças frente ao valor praticado no fechamento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 310,00 a arroba, declínio de 1,59% em relação aos R$ 315,00 registrados no encerramento da semana passada.
Atacado
O mercado atacadista se deparou com preços mistos durante a semana. O ambiente de negócios aponta para uma menor sustentação das cotações no restante do mês, à medida que o impacto da entrada dos salários na economia perde intensidade. Ao mesmo tempo, Iglesias reforça que a carne bovina vem reduzindo sua competitividade frente às proteínas concorrentes, que voltam a demonstrar sinais de fragilidade, com destaque para a carne de frango.
O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de 5,00% frente aos R$ 20,00 por quilo praticados na semana passada. O quarto do traseiro bovino é precificado a R$ 26,00 por quilo, avanço de 1,96% frente aos R$ 25,50 praticados na semana anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 668,099 milhões em julho até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 83,512 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 104,664 mil toneladas, com média diária de 13,083 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.382,20.
Em relação a julho de 2025, houve alta de 25% no valor médio diário da exportação, ganho de 8,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 15% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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