Porto Alegre, 31 de julho de 2026 – Nessa comparação, 6 das 24 atividades industriais apresentaram queda de preços. O acumulado no ano foi de 3,99%. O acumulado em 12 meses ficou em 2,51%. Em junho de 2025, o IPP, na comparação mensal, havia sido de -1,27%.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.
Veja os detalhes:
Em junho de 2026, os preços da indústria variaram -0,77% frente a maio. Seis das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em comparação, oito atividades apresentaram menores preços médios em maio em relação ao mês anterior, quando a variação deste mesmo indicador foi negativa.
As quatro atividades com maiores variações foram: indústrias extrativas (-11,85%); outros produtos químicos (-2,74%); refino de petróleo e biocombustíveis (-2,30%); e móveis (2,08%).
Indústrias extrativas foi o maior destaque na comparação entre junho e maio. A atividade foi responsável por -0,56 ponto percentual (p.p.) de influência na indústria geral. Outras atividades que também sobressaíram foram outros produtos químicos (-0,24 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,23 p.p.) e minerais não metálicos (-0,04 p.p.).
O acumulado no ano foi de 3,99%, o quarto maior já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2014. Em 2025, a taxa acumulada até o mês de junho havia sido de -3,13%.
Entre as atividades que, em junho, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: outros produtos químicos (17,05%), borracha e plástico (15,07%), impressão (5,91%) e refino de petróleo e biocombustíveis (5,78%).
Na composição do resultado agregado da indústria, as principais influências no acumulado no ano foram registradas em outros produtos químicos (1,32 p.p.), borracha e plástico (0,60 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (0,57 p.p.) e metalurgia (0,27 p.p.).
O acumulado em 12 meses foi de 2,51%. Em maio, este mesmo indicador foi de 2,00%. Os setores com as quatro maiores variações de preços nessa comparação foram: borracha e plástico (15,22%); impressão (14,53%); outros produtos químicos (8,88%); e móveis (7,68%). Os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (-1,11 p.p.); outros produtos químicos (0,73 p.p.); borracha e plástico (0,59 p.p.); e refino de petróleo e biocombustíveis (0,53 p.p.).
As informações são do IBGE.
Revisão: Rodrigo Ramos / Agência Safras
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