Porto Alegre, 30 de abril de 2026 – O mercado físico do boi gordo está fechando abril com preços de estáveis a mais altos, embora em patamares inferiores aos praticados no começo do mês. Conforme o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os preços do boi estabeleceram novos pontos de máxima em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta na primeira metade do mês.
A partir da segunda quinzena, os frigoríficos conseguiram avançar bem na posição das escalas de abate e passaram a exercer pressão sobre o mercado, o que ajudou a atenuar o movimento mais contundente de alta nas cotações.
Conforme Iglesias, ao longo de todo o mês, o mercado conviveu com as especulações em torno do esgotamento da cota chinesa, ambiente que sugere uma menor demanda durante o terceiro trimestre na exportação, período em que haverá maior saída de gado confinado para o mercado, o que pode vir a derrubar os preços da arroba.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 29 de abril:
* São Paulo (Capital) – R$ 360,00 a arroba, estável frente ao valor praticado no final de março.
* Goiás (Goiânia) – R$ 345,00 a arroba, alta de 1,47% frente aos R$ 340,00 registrados no final do mês passado.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 340,00 a arroba, recuo de 1,45% ante os R$ 345,00 registrados no fechamento de março.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 350,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento do mês anterior.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 360,00 a arroba, aumento de 1,41% frente aos R$ 355,00 praticados no fechamento de março.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 330,00 a arroba, acréscimo de 3,30% perante os R$ 320,00 registrados no encerramento do mês anterior.
Atacado
No mercado atacadista, Iglesias ressalta que o fechamento de abril tende a ser marcado por altas históricas nas cotações, decorrentes do forte ritmo de embarques, o que ajudou a reduzir a oferta interna da proteína.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 23,50 por quilo no mês, aumento de 7,80% frente aos R$ 21,80 por quilo praticados no final de março. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 28,50 por quilo, avanço de 3,64% frente aos R$ 27,50 encerrados no final do mês anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,340 bilhão em abril até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 83,812 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 216,266 mil toneladas, com média diária de 13,516 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.200,70.
Em relação a abril de 2025, houve alta de 38% no valor médio diário da exportação, ganho de 11,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 23,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Copyright 2026 – Grupo CMA





