Porto Alegre, 5 de junho de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes durante a semana e com perspectiva de avanços no curto prazo, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias.
O movimento deve levar em conta o atual posicionamento das escalas de abate mais curta por parte dos frigoríficos, em um momento marcado por perspectiva de boa demanda.
O analista ressalta que o mercado segue atento ao consumo por parte da China, em meio à expectativa de anúncio de que 80% da cota de exportação destinada ao Brasil já foi preenchida.
O mercado também avalia, conforme Iglesias, a decisão dos Estados Unidos de isentar a carne bovina brasileira de tarifas. “Os norte-americanos registram um enorme déficit de produção, o que justifica uma postura mais branda em relação à proteína brasileira”, conclui.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 3 de junho:
* São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, inalterado frente ao final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 330,00 a arroba, sem mudanças frente ao final da semana anterior.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 325,00 a arroba, estável frente ao fechamento da semana passada.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 350,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento da última semana.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 355,00 a arroba, inalterado frente ao fechamento da semana anterior.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 335,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior.
Atacado
Iglesias destaca que o mercado atacadista foi marcado por preços acomodados, embora haja expectativa de alta no curto prazo. “É grande a perspectiva em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda, mas é preciso lembrar que a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na comparada com a carne de frango”, avalia.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 21,50 por quilo na semana, inalterado frente ao final da semana passada. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,00 por quilo, queda de 1,82% frente aos R$ 27,50 registrados no final da última semana.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,703 bilhão em maio (20 dias úteis), com média diária de US$ 85,198 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 261,944 mil toneladas, com média diária de 13,097 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.505,10.
Em relação a maio de 2025, houve alta de 50,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 20,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,0% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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