Porto Alegre, 12 de junho de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes, de estáveis a mais altos, ao longo da semana, em meio à expectativa de incremento na demanda no curto prazo, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias. As escalas de abate encurtadas também levaram os frigoríficos a pagarem mais pela arroba do boi.
Iglesias comenta, porém, que o mercado tende a passar por mudanças em breve, com os frigoríficos já buscando estabelecer compras em patamares mais baixos para a arroba em alguns estados, fazendo ajustes com o esgotamento precoce da cota chinesa destinada ao Brasil neste ano.
Para Iglesias, com a previsão de preenchimento da cota entre os meses de junho e julho, deve haver uma redução nos abates de animais, somada a redução ou eliminação das bonificações inerentes ao boi padrão China. “Isso pode limitar movimentos contundentes de alta na arroba do boi gordo daqui para frente”, pontua.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 11 de junho:
* São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, inalterado frente ao final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 340,00 a arroba, avanço de 3,03% frente aos R$ 330,00 registrados no final da semana anterior.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 330,00 a arroba, alta de 1,54% frente aos R$ 325,00 praticados no fechamento da semana passada.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 355,00 a arroba, aumento de 1,43% ante os R$ 350,00 registrados no encerramento da última semana.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 360,00 a arroba, acréscimo de 1,41% perante os R$ 355,00 praticados no fechamento da semana anterior.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 345,00 a arroba, alta de 2,99% em relação aos R$ 335,00 registrados no encerramento da semana anterior.
Atacado
Iglesias destaca que o mercado atacadista apresentou cotações de estáveis a mais altas durante a semana. Esse movimento foi lastreado na boa reposição entre atacado e varejo previsto durante a primeira quinzena do mês. Além disso, a expectativa de consumo em junho para a carne bovina permanece favorável, em especial, às vésperas dos jogos da seleção brasileira. Porém, a carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 21,70 por quilo na semana, acréscimo de 0,93% frente aos R$ 21,50 registrados no final da semana passada. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,00 por quilo, inalterados frente ao final da última semana.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 412,153 milhões em junho até o momento (4 dias úteis), com média diária de US$ 103,038 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 62,589 mil toneladas, com média diária de 15,647 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.585,10.
Em relação a junho de 2025, houve alta de 56,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 29,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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