Porto Alegre, 15 de maio de 2026 – O mercado físico do boi gordo voltou a trabalhar, ao longo da semana, com um cenário de cotações estáveis a mais baixas, influenciado pela pressão de oferta. O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, ressalta que a queda até então não presente em certos estados, como no Mato Grosso, começou a se manifestar.
Ele acrescenta que em mercados onde a pressão de baixa foi mais acentuada em abril, o que se evidencia agora é uma maior acomodação, exceto em Minas Gerais, que voltou a conviver com mais negócios abaixo da referência média.
Iglesias afirma que o mercado ainda acompanha com proximidade questões inerentes às exportações brasileiras, levando em conta casos recentes envolvendo importadores relevantes, como os Estados Unidos, que suspendeu temporariamente as tarifas para importação de carnes; União Europeia, que anunciou a exclusão do Brasil da lista de países exportadores de proteínas animais a partir de 3 de setembro; e da China, que estabeleceu salvaguardas fixando uma cota de exportação ao Brasil neste ano de 1,106 milhão de toneladas e que deve ser preenchida até o final do primeiro semestre.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 14 de maio:
* São Paulo (Capital) – R$ 350,00 a arroba, inalterado frente à semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 330,00 a arroba, queda de 2,94% frente aos R$ 340,00 registrados no final da semana anterior.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 335,00 a arroba, baixa de 1,47% perante os R$ 340,00 praticados no fechamento da semana passada.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 350,00 a arroba, sem mudanças frente ao encerramento da última semana.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 360,00 a arroba, sem modificações frente ao fechamento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 330,00 a arroba, estável perante o fechamento do mês anterior.
Atacado
No mercado atacadista, Iglesias ressalta que o mercado voltou a trabalhar com preços mais baixos durante a semana. “O ambiente negócios sugere menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês. Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, avalia.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 21,50 por quilo na semana, recuo de 6,52% frente aos R$ 23,00 por quilo praticados no final da semana passada. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 27,50 por quilo, queda de 1,79% frente aos R$ 28,00 encerrados no final da semana anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 545,327 milhões em maio até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 109,065 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 85,883 mil toneladas, com média diária de 17,176 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.349,60.
Em relação a maio de 2025, houve alta de 102% no valor médio diário da exportação, ganho de 65,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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