Preços do boi gordo reagem com escalas de abate mais apertadas

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carne bovina

   Porto Alegre, 15 de setembro de 2023 – O mercado físico do boi gordo teve preços mais altos ao longo desta semana. No entanto, o ritmo de negócios foi bem mais fraco em São Paulo e no Mato Grosso do Sul desde a quinta-feira. “O volume de animais ofertados caiu substancialmente nos últimos dias, mantendo um lento avanço das escalas de abate, mesmo após a elevação dos preços da arroba”, disse o analista e consultor Fernando Henrique Iglesias, da SAFRAS & Mercado. Conforme Iglesias, a fluidez dos negócios na segunda quinzena de setembro será fundamental para determinar se haverá espaço para a continuidade do movimento de recuperação dos preços da arroba.

Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi estava em R$ 209,00 na quinta-feira, 14. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 200,00 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 203,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 214,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 176,00.

Os preços da carne bovina, por outro lado, seguiram acomodados no atacado. “O mercado perde apelo para novas altas no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. E vale destacar que a carne de frango ainda é mais competitiva se comparado a carne bovina, em especial no varejo”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro seguiu precificado a R$ 15,90 por quilo. A ponta de agulha continua em R$ 12,50 por quilo, e o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 12,20 por quilo. 

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 335,911 milhões em setembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 67,182 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 74,841 mil toneladas, com média diária de 14,968 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.488,40.

Em relação a setembro de 2022, houve alta de 15,8% no valor médio diário da exportação, de 54,9% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 25,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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