Porto Alegre, 4 de setembro de 2026 – O mercado físico de algodão no Brasil apresentou bom desempenho ao longo de agosto, com maior apetite por parte dos compradores e maior disponibilidade dos vendedores, contribuindo para o avanço das negociações, informou a Safras Consultoria.
No CIF São Paulo, a pluma alcançou R$ 4,44 por libra-peso, alta de 3,02% na semana e de 6,47% no comparativo mensal. Há uma semana, o preço estava em R$ 4,31/libra-peso, enquanto há um mês era negociado a R$ 4,17/libra-peso.
Em Rondonópolis (MT), a pluma foi negociada a cerca de R$ 139,32 por arroba, equivalente a R$ 4,21/libra-peso. O valor representa avanço de R$ 3,34/arroba na semana e de R$ 7,26/arroba no mês, reforçando a firmeza do mercado físico brasileiro.
Produção brasileira em 2026/27 – USDA
A produção de algodão do Brasil deve atingir 18,4 milhões de fardos no ano comercial 2026/2027 (agosto de 2025 a julho de 2026), ante 18,75 milhões de fardos no período anterior. As informações são do Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A área colhida deve diminuir de 2,09 milhões de hectares para 2 milhões de hectares.
As exportações deverão somar 15,5 milhões de fardos na temporada 2026/27, ante 15,497 milhões de fardos no ano comercial anterior. O consumo doméstico foi previsto em 3,4 milhões de fardos para 2026/27, ante 3,34 milhões de fardos na temporada anterior.
Os estoques finais devem ficar em 3,109 milhões de fardos em 2026/27, ante 3,604 milhões de fardos em 2025/26.
Segundo o adido, as perspectivas para o algodão brasileiro na safra 2026/27 indicam uma leve redução na área colhida, em razão dos elevados custos de produção, da volatilidade dos preços e de atrasos na produção decorrentes de condições climáticas.
Espera-se que uma produtividade recorde compense parcialmente essa redução de área, resultando em uma queda apenas marginal na produção.
O adido completa que a previsão é de que tanto o consumo interno quanto as exportações permaneçam estáveis na safra 2026/27, sustentados por uma taxa de câmbio favorável e pelo recente aumento da competitividade do algodão frente às fibras sintéticas.
Por outro lado, espera-se uma redução nos estoques finais devido a um balanço de oferta mais restrito, o que poderá exercer pressão de alta adicional sobre os preços do algodão.
Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Agência Safras)
Copyright 2026





