Belo Horizonte, 23 de setembro de 2026 – A Bayer vem se preparando há algum tempo para facilitar o acesso ao crédito a seus clientes. A afirmação é de Fernando Prudente, diretor do Negócio de Algodão da Bayer, que concedeu entrevista exclusiva à Agência Safras, durante o Congresso Brasileiro de Algodão. “Fizemos uma reformulação de parceiros na ponta e utilizamos uma série de ferramentas de financiamento, como barter e FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios)”, explica.
Segundo o diretor, o barter é um importante diferencial no algodão, pois é uma garantia de recebimento. “Já os RJs (Recuperação Judicial) são preocupantes, pois há brechas na legislação”, pontua.
“Para a safra 2026/27, o produtor vai fazer uma análise ainda maior de custos de defensivos”, avalia Prudente. “A tecnologia vai ser aplicada, pois a qualidade da fibra é o que vale”, pondera. Ele lembra que na agricultura tropical sempre serão necessários defensivos, mas o produtor pode otimizar seu uso cada vez mais.
Esta é uma das estratégias de Bayer, conforme o entrevistado, de oferecer defensivos que garantam menor aplicação. “Na Bahia, por exemplo, são necessárias de 18 a 20 somente para o combate ao bicudo”, relata. “Nosso foco é oferecer produtos rentáveis ao agricultor”, afirma.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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