Belo Horizonte, 24 de setembro de 2026 – A Syngenta está trabalhando com uma área a ser plantada na safra 2026/27 voltando ao patamar de 2024/25. “Esperamos um aumento de 4% a 5%, para cerca de 2,1 a 2,2 milhões de hectares, após uma queda também de 4% a 5% em 2025/26”, destaca Rafael Borba, gerente de Marketing de Algodão da Syngenta, que concedeu entrevista exclusiva à Agência Safras, durante o Congresso Brasileiro de Algodão, que ocorre em Belo Horizonte.
Borba lembra que, mesmo com a área menor em 2025/26, o cotonicultor conseguiu maior eficiência e produziu mais, atingindo altas produtividades. “Quando fechar o plantio da soja, teremos uma estimativa final para a área de algodão em 2026/27”, frisa.
Conforme o gerente, não há gargalos de produto ou de logística. “Estamos preparados para a safra”, afirma. “Temos CDs (Centro de Distribuição) em várias regiões, como em Cuiabá, em Luiz Eduardo Magalhães, em Balsas, em Uberlândia, para facilitar a distribuição”, exemplifica.
“Em relação a próxima safra, sempre temos uma expectativa muito otimista”, relata o entrevistado, acrescentando que o algodão é a primeira cultura da maioria dos produtores. “Além disso, somos líderes de mercado nas últimas cinco safras, em função da nossa tecnologia”, afirma.
O gerente comentou ainda que a Syngenta é a única empresa de defensivos e sementes que tem uma trading própria para viabilizar negócios – a Nutrade, diferente das outras grandes empresas do setor, que contam com parceiros.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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