Porto Alegre, 25 de setembro de 2026 – A semana registrou preços em alta do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, houve sinalização de que a oferta de animais começasse a se ajustar à demanda da indústria, fator que tem contribuído para a sustentação e formação dos preços.
Ele ainda afirma que os frigoríficos estiveram um pouco mais ativos nas compras de animais para abate, acompanhando também a dinâmica do escoamento da carne no mercado doméstico. “O consumo na ponta final segue favorecido pela elevada competitividade da carne suína frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne bovina, o que acaba contribuindo para a reposição dos estoques ao longo da cadeia”, disse.
Maia explica que os suinocultores avaliam o atual movimento de recuperação dos preços de forma positiva. “Contudo, o sentimento ainda é de cautela, uma vez que os prejuízos acumulados nos últimos meses foram significativos”, complementa. As exportações brasileiras de carne suína continuam desempenhando papel importante, mantendo bons volumes embarcados e colaborando para o enxugamento da oferta disponível no mercado interno.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu de R$ 4,81 para R$ 5,04 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 7,88 para R$ 8,34 e a média do pernil de R$ 9,60 para R$ 9,89.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve elevação de R$ 98,00 para R$ 107,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo seguiu em R$ 4,80 e no interior do estado avançou de R$ 4,70 para R$ 4,95.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve estabilidade de R$ 4,65 e no interior catarinense subiu de R$ 4,65 para R$ 4,95. No Paraná, o preço do quilo vivo valorizou de R$ 4,70 para R$ 4,95 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 5,05.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande avançou de R$ 4,60 para R$ 4,90 e, na integração, permaneceu em R$ 4,65. Em Goiânia, os preços subiram de R$ 4,90 para R$ 5,30. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram alta de R$ 5,10 para R$ 5,70 e, no mercado independente, de R$ 5,20 para R$ 5,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 4,95 para R$ 5,10 e, na integração do estado, seguiu em R$ 4,65.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 180,622 milhões em setembro (13 dias úteis), com média diária de US$ 13,894 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 79,388 mil toneladas, com média diária de 6,106 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.275,2 por tonelada.
Em relação a setembro de 2025, houve recuo de 1,7% no valor médio diário, alta de 0,2% na quantidade média diária e queda de 11,9% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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