Porto Alegre, 28 de setembro de 2026 – O mercado abre a última semana de setembro de olho no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a proposta do Irã para um cessar-fogo e para a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias. O impasse faz o petróleo disparar neste início de manhã, subindo mais de 3% em Londres e em Nova York. Apesar da negativa americana, os contatos não foram interrompidos.
Segundo o Wall Street Journal, Trump está cético de que Teerã cumpra suas exigências e disse a assessores considerar provável a retomada dos bombardeios contra o Irã após as eleições de novembro.
No Brasil, a última semana antes do primeiro turno promete volatilidade, com novas pesquisas de intenção de voto dominando as atenções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de outubro e abriu dois pontos de diferença em eventual segundo turno, ainda dentro da margem de empate técnico, mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira.
De acordo com a 16ª rodada da pesquisa, Lula soma agora 42% das intenções de voto no primeiro turno, ante 40% na pesquisa anterior, ao passo que Flávio permaneceu com 37%.
O cenário de segundo turno continuou mostrando empate técnico, com Lula mantendo 46% das intenções de voto, enquanto Flávio perdeu um ponto percentual e registrou 44% das intenções de voto.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No lado econômico, o destaque de hoje fica para a pesquisa Focus. As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) elevaram de 4,92% para 4,99% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
Para 2027, elevaram de 4,30% para 4,31% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A pesquisa reduziu de 1,88% para 1,86% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,43% para 1,41%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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