Porto Alegre, 26 de junho de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, há uma acomodação nas cotações, em meio a um ambiente de negócios que ainda sugere por novos reajustes no curtíssimo prazo.
As exportações seguem em ótimo nível no decorrer do ano. Segundo Iglesias, mesmo diante de um mercado desafiador, o setor mantém afastada a Influenza Aviária, garantindo um bom fluxo de embarques. Os custos de nutrição animal também estão controlados na atual temporada, oferecendo boa perspectiva de rentabilidade.
O mercado atacadista, por sua vez, apresenta firmeza nos preços, com menor expectativa de reajustes durante a segunda quinzena. “O ambiente de negócios apresenta sinais de maior equilíbrio, com expectativa de retração dos alojamentos nos próximos meses. O equilíbrio de oferta se mostra fundamental para as pretensões do setor no restante da temporada”
O rastreio da Influenza Aviária é outro elemento importante a ser considerado, que exige cuidados rotineiros e oportunidades quando os casos ocorrem em outros países.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,50, o quilo da coxa em R$ 6,90 e o quilo da asa em R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 8,70, o quilo da coxa de R$ 7,10 e o quilo da asa de R$ 11,25.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito continuou em R$ 8,60, o quilo da coxa em R$ 7,00 e o quilo da asa em R$ 11,10. Na distribuição, o preço do peito seguiu em R$ 8,80, o quilo da coxa em R$ 7,20 e o quilo da asa em R$ 11,35.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 5,20.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 5,30 e em Goiás de em R$ 5,40. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,40, enquanto no Distrito Federal, em R$ 5,30.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 6,80, no Pernambuco de R$ 7,00 e, no Pará, de R$ 7,20.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 665,035 milhões em junho (14 dias úteis), com média diária de US$ 47,502 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 330,024 mil toneladas, com média diária de 23,573 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.015,1.
Em relação a junho de 2025, há um avanço de 69% no valor médio diário, alta de 50,7% na quantidade média diária e valorização de 12,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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