Porto Alegre, 19 de junho de 2026 – A semana registrou preços mistos no quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, em Minas Gerais, houve sinalização de um equilíbrio maior entre oferta e demanda, o que possibilitou avanços nos preços.
No entanto, em outras regiões do país, o cenário ainda é desafiador. “A oferta de animais segue suficiente para atender a demanda com tranquilidade, o que mantém a indústria atuando de forma cautelosa nas compras de suínos vivos. Essa postura também está ligada ao comportamento do mercado atacadista, que tem apresentado preços estáveis, sem espaço para altas mais consistentes”, disse.
No atacado, Maia afirma que foram observadas elevações pontuais, mas, no geral, o cenário permanece difícil para os cortes suínos. Por outro lado, há uma expectativa positiva para o consumo interno, sustentada por dois fatores principais:
– Os preços competitivos da carne suína, após as quedas registradas ao longo do semestre;
– Eventos que estimulam o consumo, como a Copa do Mundo, que normalmente favorece reuniões e maior consumo de carnes.
“No mercado externo, as exportações continuam sendo o principal fator positivo, com destaque para a forte demanda das Filipinas, que tem impulsionado os embarques”, conclui o analista.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu de R$ 5,33 para R$ 5,34 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado ficou em R$ 8,88 e a média do pernil foi de R$ 11,18.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo permaneceu em R$ 101,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,55 e no interior do estado permaneceu em R$ 5,10.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve baixa de R$ 5,70 para R$ 5,55 e no interior catarinense subiu de R$ 4,95 para R$ 5,05. No Paraná, o preço do quilo vivo teve estabilidade de R$ 4,90 no mercado livre e, na integração, recuou de R$ 5,75 para R$ 5,60.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande continuou em R$ 5,10 e, na integração, foi de R$ 5,65 para R$ 5,55. Em Goiânia, os preços subiram de R$ 5,25 para R$ 5,40. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram alta de R$ 5,60 para R$ 6,00 e, no mercado independente, de R$ 5,80 para R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis seguiu em R$ 5,50 e, na integração do estado, recuou de R$ 5,70 para R$ 5,55.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 135,892 milhões em junho (9 dias úteis), com média diária de US$ 15,099 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 54,717 mil toneladas, com média diária de 6,079 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.483,5 por tonelada.
Em relação a junho de 2025, houve recuo de 5,9% no valor médio diário, baixa de 0,4% na quantidade média diária e queda de 5,4% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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