Porto Alegre, 9 de junho de 2026 – O setor de suinocultura do Brasil atingiu, no início de 2026, um feito que redefine sua importância econômica e social. Após a consolidação dos dados internacionais divulgados em março pelo governo canadense e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país confirmou oficialmente o posto de terceiro maior exportador mundial de carne suína, superando o Canadá. Enquanto o país norte-americano encerrou 2025 com cerca de 1,45 milhão de toneladas exportadas, o Brasil registrou o recorde de 1,51 milhão de toneladas embarcadas, segundo dados da ABPA, uma vantagem de 50 mil toneladas que garantiu o novo posto ao país.
Com um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior, o Brasil agora integra o seleto grupo dos três maiores players globais, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. Esse avanço não é fruto do acaso, mas de uma combinação de diversificação de mercados, competitividade de custos e um status sanitário rigoroso que permitiu ao país superar concorrentes tradicionais. O atual momento da suinocultura brasileira é marcado por um equilíbrio estratégico entre o atendimento à demanda global e o fortalecimento da mesa do brasileiro. No campo das vendas externas, o crescimento real de dois dígitos foi impulsionado pela forte capilaridade em destinos asiáticos e pela abertura de novos mercados.
Já da porteira para dentro, o cenário é igualmente transformador. Segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o consumo doméstico de carne suína atingiu o marco histórico de 20 kg por habitante ao ano em 2025. Esse número simboliza uma mudança cultural profunda: a carne suína deixou de ser apenas um item ocasional para se tornar uma proteína cotidiana e essencial. Essa combinação de forças coloca a cadeia produtiva em um novo patamar de resiliência, onde o mercado interno sólido garante a sustentabilidade do setor diante de eventuais oscilações do comércio internacional.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, esse feito é motivo de orgulho para toda a cadeia produtiva. “Seja no mercado interno, ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores de carne suína temos feito dia após dia na nossa produção, investindo em inteligência, sanidade, produtividade, tecnologia, genética e bem-estar. Além disso, reforça o trabalho que a ABCS tem feito, para transformar a percepção da carne suína, para que ela se destaque lá fora e também dentro de casa”, conclui.
As informações partem da assessoria de imprensa da ABCS.
Revisão: Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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