Porto Alegre, 4 de setembro de 2026 – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,394 bilhões em agosto, com alta de 23,8% na comparação com agosto de 2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços.
No período, as exportações cresceram 12,2% e somaram US$ 33,16 bilhões. As importações cresceram 9,2% e totalizaram US$ 25,76 bilhões. A corrente de comércio aumentou 10,9%, alcançando US$ 58,92 bilhões.
No acumulado Janeiro/Agosto 2026, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 10,3% e somaram US$ 250,86 bilhões. As importações cresceram 6,1% e totalizaram US$ 195,54 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 55,32 bilhões , com crescimento de 28,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,4%, atingindo US$ 446,39 bilhões.
Exportações
Em Agosto/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 11,4% em Agropecuária, que somou US$ 7,39 bilhões; crescimento de 16,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,35 bilhões e, por fim, crescimento de 10,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,17 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (174,3%), Café não torrado ( 24,1%) e Soja (14,0%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (223,1%), Minérios de níquel e seus concentrados ( 120,7%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 18,0%) na Indústria Extrativa ; Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (40,5%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (36,6%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 61,6%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-25,3%), Mel natural (-34,7%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-35,7%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-24,4%), Minério de ferro e seus concentrados (-10,8%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-20,3%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-19,7%), Açúcares e melaços (-37,0%) e Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (-55,6%) na Indústria de Transformação.
No acumulado Janeiro/Agosto 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 9,5% em Agropecuária, que somou US$ 57,85 bilhões; crescimento de 19,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 62,14 bilhões e, por fim, crescimento de 6,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 129,41 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (81,9%), Soja (15,2%) e Algodão em bruto (15,1%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (80,6%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (740,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (23,8%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (22,3%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (33,2%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (58,7%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-31,3%), Milho não moído, exceto milho doce (-3,6%) e Café não torrado (-13,7%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-7,3%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-20,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-97%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-35,8%), Açúcares e melaços (-28,2%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-33%) na Indústria de Transformação.
Importações
Em Agosto/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 7,4% em Agropecuária, que somou US$ 0,47 bilhões; queda de -41,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,03 bilhões e, por fim, crescimento de 13,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 24,12 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 64,8%), Trigo e centeio, não moídos ( 10,5%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 54,0%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (3.293.752,6%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 52,0%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( 5,0%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 88,5%), Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários ( 48,4%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores ( 66,4%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-9,3%), Soja (-22,2%) e Matérias vegetais em bruto (-18,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-15,6%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-29,7%) e Gás natural, liquefeito ou não (-74,7%) na Indústria Extrativa ; Gorduras e óleos vegetais, em bruto, refinados ou fracionados (excluídos “soft”) (-42,6%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-35,9%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-77,8%) na Indústria de Transformação.
No acumulado Janeiro/Agosto 2026, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -12,3% em Agropecuária, que somou US$ 3,66 bilhões; retração de -5,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,25 bilhões e crescimento de 7,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 182,35 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (18,8%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (11,4%) e Soja (18,4%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (125.618,6%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (7,2%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (13%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (32,3%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (32,7%) e Veículos automóveis de passageiros (76,6%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-18,7%), Cacau em bruto ou torrado (-68,7%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-28,9%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-7,1%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-0,5%) e Gás natural, liquefeito ou não (-36,6%) na Indústria Extrativa ; Produtos laminados planos, de ligas de aço (-52,5%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-73,3%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-11,8%) na Indústria de Transformação
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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