Porto Alegre, 5 de junho de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma sexta-feira de movimentação calma nos negócios, acompanhando a queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago. A busca por milho por parte dos consumidores segue limitada, no aguardo da entrada da segunda safra de milho no mercado. O dólar recua frente ao real, o que também deve manter os agentes na defensiva.
O mercado brasileiro de milho apresentou poucas movimentações na quarta-feira (3), na véspera do feriado. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, com a forte queda em Chicago, mesmo com a alta do câmbio, as cotações no porto caíram.
Molinari explica que, com isso, não há força no mercado interno para um avanço fora da linha da exportação. Além disso, o analista relembra que o feriado desta quinta-feira (4) atrapalha o andamento e o ritmo das negociações do cereal.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,50/67,00 a saca (CIF). Já no Porto de
Paranaguá, cotação entre R$ 64,00/67,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 58,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 55,00/60,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/65,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 58,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/51,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em julho de 2026 estão cotados a US$ 4,21 por bushel, queda de 3,50 centavos de dólar, ou 0,82%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado amplia perdas e caminha para a sexta sessão consecutiva de baixa, com os contratos próximos dos menores níveis em mais de quatro meses.
* A pressão decorre das previsões de temperaturas mais elevadas e chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, condições que devem melhorar a umidade do solo e favorecer o desenvolvimento das lavouras recém-semeadas. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o viés negativo das cotações.
* Por outro lado, sinais de demanda ajudam a limitar perdas mais acentuadas. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que começa em 1º de setembro, somaram 883,3 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio. O México foi o principal comprador, com 336,3 mil toneladas.
* Para a temporada 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 243,7 mil toneladas. O volume total ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 800 mil e 1,9 milhão de toneladas para as duas temporadas combinadas, segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
* Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ontem (4) a venda de 115.000 toneladas de milho para a Colômbia, a serem entregues na safra 2026/27.
* Ontem (4), os contratos com entrega em julho fecharam a US$ 4,31 1/2, com recuo de 7,00 centavos, ou 1,62%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,40 1/4 por bushel, baixa de 7,50 centavos, ou 1,70%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,15%, a R$ 5,0579. O Dollar Index registra recuo de 0,21%, a 99,201 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* A maioria das bolsas da Ásia fecha em baixa. China, -0,74%. Japão, -1,31%.
* As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,53%. Frankfurt, +0,20%. Londres, +1,38%.
* O petróleo opera em baixa. Julho do WTI em Nova York: US$ 92,93 o barril (-0,11%).
AGENDA
09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (maio)
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Copyright 2026





