Porto Alegre, 31 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou mais altos ao longo de julho. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o avanço levou em conta a diminuição da fixação de oferta por parte dos produtores em meio às especulações com o clima seco nos Estados Unidos, com chuvas limitadas e elevadas temperaturas, o que fortaleceu as cotações futuras do cereal.
Pelo lado da demanda, os consumidores atuaram de forma tranquila durante praticamente todo o mês. Muitos compradores sinalizaram um bom nível de abastecimento e aguardaram a entrada mais intensa do milho safrinha. Além disso, parte da indústria vem sendo atendida por contratos firmados anteriormente, reduzindo a necessidade de atuar de maneira mais contundente no mercado neste momento.
A paridade de exportação também apresentou avanço, muito em função da alta das cotações em Chicago, já que o dólar tem se mantido relativamente estável. Esse movimento contribuiu para sustentar as expectativas de preços mais firmes no mercado interno.
De acordo com consultoria Safras & Mercado, nos próximos dias, a tendência é de manutenção da mesma dinâmica. Os participantes seguirão atentos ao ritmo da colheita em estados onde os trabalhos ainda não avançaram de forma mais expressiva, como São Paulo. Ao mesmo tempo, o mercado deve continuar monitorando as condições climáticas nos Estados Unidos e o comportamento da paridade de exportação, fatores que devem seguir influenciando a formação dos preços.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,75 no dia 30 de julho, alta de 2,42% frente aos R$ 60,30 registrados no final de junho. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 61,00, alta de 1,67% frente aos R$ 60,00 praticados no final do mês passado.
Em Campinas/CIF, a cotação teve avanço de 2,27% frente aos R$ 66,00 praticados no final de junho, atingindo R$ 67,50. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal avançou 3,33% ao longo de julho, passando de R$ 60,00 para R$ 62,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 56,00, alta de 7,69% frente aos R$ 52,00 registrados no fim do mês passado. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço seguiu em R$ 69,00 por saca.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 61,00, alta de 5,17% frente aos R$ 58,00 praticados no final de junho. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 57,00, aumento de 3,64% perante os R$ 55,00 praticados na última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 309,960 milhões em julho até o momento (18 dias úteis), com média diária de US$ 17,220 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,347 milhão de toneladas, com média de 74,882 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 230,40.
Em relação a julho de 2025, houve baixa de 20,7% no valor médio diário da exportação, perda de 29,2% na quantidade média diária exportada e valorização de 12,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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