Porto Alegre, 9 de outubro de 2026 – A semana registrou preços em alta do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o viés permanece positivo, com agentes do setor relatando que a oferta de animais continua se ajustando à demanda dos frigoríficos, cenário que pode abrir espaço para novos reajustes de preços no curto prazo.
A boa fluidez nas vendas de carne suína no atacado também contribui para o cenário. Na ponta final da cadeia, a expectativa é de consumo aquecido nos próximos dias, impulsionado pela maior disponibilidade de renda das famílias e pela competitividade da carne suína frente a outras proteínas.
Apesar das recentes altas, a proteína continua bastante competitiva, principalmente em relação a carne bovina. Entre os suinocultores, a percepção é de melhora gradual nas condições de mercado.
Ainda assim, destacam que a recuperação dos preços ainda não foi suficiente para recompor de forma significativa as margens da atividade, que permanecem fragilizadas. “A exportação brasileira de carne suína alcançou 132,1 mil toneladas em setembro, somando in natura e industrializado, de acordo com números consolidades por Safras & Mercado”, concluiu Maia.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu de R$5,36 para R$ 5,56 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 8,90 para R$ 9,33 e a média do pernil de R$ 10,28 para R$ 10,51.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve elevação de R$ 114,00 para R$ 122,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo seguiu em R$ 4,80 e no interior do estado avançou de R$ 5,40 para R$ 5,75.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve estabilidade de R$ 4,65 e no interior catarinense subiu de R$ 5,35 para R$ 5,70. No Paraná, o preço do quilo vivo valorizou de R$ 5,40 para R$ 5,65 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 5,05.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande avançou de R$ 5,30 para R$ 5,60 e, na integração, permaneceu em R$ 4,65. Em Goiânia, os preços subiram de R$ 5,80 para R$ 6,00. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram alta de R$ 6,20 para R$ 6,50 e, no mercado independente, de R$ 6,40 para R$ 6,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 5,45 para R$ 5,65 e, na integração do estado, seguiu em R$ 4,65.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 269,609 milhões em setembro (21 dias úteis), com média diária de US$ 12,838 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 118,742 mil toneladas, com média diária de 5,654 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.270,5 por tonelada.
Em relação a setembro de 2025, houve recuo de 22,1% no valor médio diário, baixa de 11,4% na quantidade média diária e queda de 12% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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