Porto Alegre, 21 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, há uma maior fragilidade observada na Região Nordeste.
Iglesias pontua que o mercado nacional continua apresentando sinais de elevada disponibilidade de animais, reforçando a necessidade de ajustes nos alojamentos para restabelecer maior equilíbrio entre a oferta e a demanda.
Contudo, os custos com nutrição animal seguem como uma variável importante, diante das incertezas no mercado de grãos e da perspectiva de ocorrência de um El Niño de forte intensidade.
No mercado atacadista de carne de frango, o analista ressalta que os preços continuam pressionados, evidenciando a necessidade de ajustes na oferta para promover maior equilíbrio no setor. “A carne bovina permanece negociada em patamares elevados, condição que favorece a competitividade das proteínas alternativas, especialmente da carne de frango”, disse.
As exportações, por fim, seguiram como o principal fator de sustentação do mercado doméstico, com o Brasil avançando para superar 5,65 milhões de toneladas embarcadas em 2026.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 8,10, o quilo da coxa em R$ 6,50 e o quilo da asa em R$ 11,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 8,30, o quilo da coxa de R$ 6,70 e o quilo da asa de R$ 11,75.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,20, o quilo da coxa em R$ 6,60 e o quilo da asa em R$ 11,60. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 8,40, o quilo da coxa em R$ 6,80 e o quilo da asa em R$ 11,85.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 5,00.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,55 e em Goiás em R$ 4,55. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,60, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,60.
No Ceará, o quilo vivo teve queda de R$ 6,80 para R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 7,00 para R$ 6,00 e, no Pará, de R$ 7,20 para R$ 6,40.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 461,651 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 46,165 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 225,772 mil toneladas, com média diária de 22,577 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.044,8.
Em relação a agosto de 2025, há um avanço de 48,1% no valor médio diário, alta de 26,9% na quantidade média diária e alta de 16,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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