Porto Alegre, 2 de outubro de 2026 – A avicultura de corte apresentou um mês de setembro de preços mais altos no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve uma recuperação dos preços ao longo do período, com maior intensidade no Sudeste.
No atacado, os principais cortes também acumularam valorização, refletindo uma melhora no fluxo das vendas. “A entrada dos salários favoreceu o consumo e a reposição entre atacado e varejo durante a primeira metade do mês”, afirma.
O analista ressalta que a elevada competitividade do frango diante da carne bovina contribuiu para ampliar a procura pela proteína. “As exportações permaneceram como importante fator de sustentação, mantendo parte relevante da produção direcionada ao exterior”, destaca. A recuperação, entretanto, ocorreu de maneira desigual, com preços ainda fragilizados no Nordeste e em parte da Região Sul.
“A disponibilidade nacional de animais continua elevada, reforçando a necessidade de ajustes nos alojamentos de pintainhos. A continuidade da alta dependerá do maior equilíbrio entre oferta e demanda, além do comportamento dos custos com nutrição animal”, conclui.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito avançou de R$ 8,00 para R$ 9,50, o quilo da coxa de R$ 6,40 para R$ 7,80 e o quilo da asa teve de R$ 11,50 para R$ 12,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 8,20 para R$ 9,75, o quilo da coxa de R$ 6,60 para R$ 8,00 e o quilo da asa de R$ 11,75 para R$ 13,00.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário do mês também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve valorização de R$ 8,10 para R$ 9,60, o quilo da coxa de R$ 6,50 para R$ 7,90 e o quilo da asa de R$ 11,60 para R$ 12,60. Na distribuição, o preço do peito subiu de R$ 8,30 para R$ 9,85, o quilo da coxa de R$ 6,70 para R$ 8,10 e o quilo da asa de R$ 11,85 para R$ 13,10.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo subiu de R$ 5,20 para R$ 5,70.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, a estabilidade foi de R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 4,75 para R$ 5,30 e em Goiás de R$ 4,75 para R$ 5,30. Em Minas Gerais, o quilo vivo teve avanço de R$ 4,80 para R$ 5,40, enquanto no Distrito Federal, de R$ 4,80 para R$ 5,40.
No Ceará, o quilo vivo teve queda de R$ 5,50 para R$ 4,75, no Pernambuco de R$ 6,00 para R$ 5,00 e, no Pará, de R$ 6,40 para R$ 6,25.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 766,799 milhões em setembro (18 dias úteis), com média diária de US$ 42,600 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 398,908 mil toneladas, com média diária de 22,161 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.922,4.
Em relação a setembro de 2025, há um avanço de 15,4% no valor médio diário, alta de 6,1% na quantidade média diária e alta de 8,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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