Porto Alegre, 30 de outubro de 2026 – O mercado avícola apresentou recuperação gradual dos preços ao longo de outubro, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias. “No frango vivo, o melhor ajuste entre oferta e demanda permitiu uma maior sustentação das cotações no Centro-Sul”, explica.
Iglesias aponta que o Nordeste continua sendo o principal foco de fragilidade, mesmo com a recuperação em algumas praças. “A manutenção dos alojamentos de pintainhos em níveis controlados segue essencial para preservar as margens”, afirma.
No atacado, o frango congelado fechou o mês com preços firmes e estáveis nas principais regiões. “A proteína manteve ampla competitividade diante da carne bovina, o que favorece sua presença nas decisões de consumo”, destaca o analista. Segundo ele, porém, o ritmo mais fraco das vendas na segunda quinzena limitou novos reajustes dos cortes.
As exportações continuaram em ritmo elevado, apesar da preocupação com os focos de Newcastle em Santa Catarina. “A regionalização dos embargos reduziu os impactos sobre o setor e preserva a perspectiva de embarques recordes”, conclui Iglesias.
Preços
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito avançou de R$ 9,50 para R$ 9,95, o quilo da coxa permaneceu em R$ 7,80 e o quilo da asa subiu de R$ 12,50 para R$ 13,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 9,75 para R$ 10,05, o quilo da coxa teve estabilidade em R$ 8,00 e o quilo da asa subiu de R$ 13,00 para R$ 13,50.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário do mês também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve valorização de R$ 9,60 para R$ 10,05, o quilo da coxa permaneceu em R$ 7,90 e o quilo da asa subiu de R$ 12,60 para R$ 13,10. Na distribuição, o preço do peito subiu de R$ 9,85 para R$ 10,15, o quilo da coxa continuou em R$ 8,10 e o quilo da asa subiu de R$ 13,10 para R$ 13,60.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo subiu de R$ 5,70 para R$ 5,80.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, a estabilidade foi de R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 5,30 para R$ 5,45 e em Goiás de R$ 5,30 para R$ 5,45. Em Minas Gerais, o quilo vivo teve avanço de R$ 5,40 para R$ 5,50, enquanto no Distrito Federal, de R$ 5,40 para R$ 5,50.
No Ceará, o quilo vivo teve alta de R$ 4,75 para R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 5,00 para R$ 6,00 e, no Pará, de R$ 6,25 para R$ 6,50.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 761,442 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 47,590 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 395,678 mil toneladas, com média diária de 24,729 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.924,4.
Em relação a outubro de 2025, há um avanço de 31,9% no valor médio diário, alta de 14,8% na quantidade média diária e alta de 14,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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