Porto Alegre, 6 de novembro de 2026 – O mercado do frango acumulou reajustes no animal vivo na semana em praças do Sul, do Nordeste e do Espírito Santo, segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias. No atacado, os preços dos cortes ficaram estáveis. “A proteína segue sustentando sua competitividade diante da carne bovina”, explica.
Para o curto prazo, a expectativa é positiva. “A entrada dos salários na economia tende a favorecer o consumo e a reposição entre atacado e varejo”, afirma Iglesias.
No mercado externo, os três focos de Newcastle em Santa Catarina mantêm o alerta sobre possíveis impactos nas exportações. “A regionalização adotada pelo México representa uma vitória para o setor, já que limita o alcance das restrições”, destaca o analista.
Ainda assim, Iglesias avalia que eventuais dificuldades nos embarques podem redirecionar produto ao mercado doméstico e pressionar a oferta interna. “Nesse cenário, alojamentos equilibrados seguem essenciais para preservar o ajuste entre produção, demanda e margens”, conclui.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito permaneceu em R$ 9,95, o quilo da coxa em R$ 7,80 e o quilo da asa em R$ 13,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade em R$ 10,05, o quilo da coxa em R$ 8,00 e o quilo da asa em R$ 13,50.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também foi de estabilidade nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 10,05, o quilo da coxa em R$ 7,90 e o quilo da asa em R$ 13,10. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 10,15, o quilo da coxa em R$ 8,10 e o quilo da asa em R$ 13,60.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo permaneceu em R$ 5,80.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação subiu de R$ 4,75 para R$ 4,95. Na integração catarinense a cotação do frango também passou de R$ 4,75 para R$ 4,95, enquanto na integração do oeste do Paraná avançou de R$ 4,65 para R$ 5,00.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 5,45 e em Goiás também em R$ 5,45. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,50, enquanto no Distrito Federal também continuou em R$ 5,50.
No Ceará, o quilo vivo subiu de R$ 5,50 para R$ 6,00, no Pernambuco permaneceu em R$ 6,00 e, no Pará, em R$ 6,50.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 761,442 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 47,590 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 395,678 mil toneladas, com média diária de 24,729 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.924,4.
Em relação a outubro de 2025, há um avanço de 31,9% no valor médio diário, alta de 14,8% na quantidade média diária e alta de 14,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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