Porto Alegre, 18 de setembro de 2026 – A semana registrou preços em alta do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, houve uma sinalização de melhora no escoamento da proteína no atacado.
No entanto, Maia ressalta que os frigoríficos ainda aturaram de maneira cautelosa na aquisição de animais, aguardando um enxugamento mais efetivo da oferta disponível. “As perspectivas para a demanda na ponta final permaneceram favoráveis, sustentadas pelo bom nível de competitividade da carne suína, especialmente em comparação à carne bovina”, disse.
O cenário, de acordo com ele, pode favorecer uma reposição mais aquecida entre atacado e varejo ao longo das próximas semanas. Por outro lado, o analista destaca que os suinocultores ainda demonstraram preocupação com o cenário de mercado, uma vez que os prejuízos seguem elevados em diversas regiões produtoras.
Por fim, as exportações continuam sendo a principal variável de sustentação do setor em 2026, especialmente pelo forte desempenho dos embarques em volume. O ponto de atenção permanece concentrado no preço médio da tonelada exportada, que está pressionado.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu de R$ 4,75 para R$ 4,81 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 7,52 para R$ 7,88 e a média do pernil de R$ 9,47 para R$ 9,60.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve elevação de R$ 95,00 para R$ 98,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo seguiu em R$ 4,80 e no interior do estado avançou de R$ 4,60 para R$ 4,70.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve estabilidade de R$ 4,65 e no interior catarinense subiu de R$ 4,55 para R$ 4,65. No Paraná, o preço do quilo vivo valorizou de R$ 4,55 para R$ 4,70 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 5,05.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande seguiu em R$ 4,60 e, na integração, em R$ 4,65. Em Goiânia, os preços permaneceram em R$ 4,90. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram alta de R$ 5,00 para R$ 5,10 e, no mercado independente, seguiu em R$ 5,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis continuou em R$ 5,05 e, na integração do estado, em R$ 4,65.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 130,338 milhões em setembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 16,292 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 56,699 mil toneladas, com média diária de 7,087 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.298,8 por tonelada.
Em relação a setembro de 2025, houve alta de 3,6% no valor médio diário, avanço de 16,3% na quantidade média diária e queda de 11% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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