Porto Alegre, 29 de maio de 2026 – Maio foi um mês de recuperação para a cadeia avícola brasileira, com avanço nos preços tanto do frango vivo quanto dos cortes no atacado, informou o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
De acordo com Iglesias, esse movimento foi impulsionado principalmente pelo ajuste na oferta de pintainhos de corte, fator que resultou em menor disponibilidade de aves no mercado interno. “Como consequência, houve uma pressão positiva sobre os preços”, destacou o analista.
Além disso, o desempenho das exportações brasileiras segue favorável, contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda. “O bom ritmo das vendas externas ajuda a reduzir a disponibilidade interna, reforçando a valorização no mercado doméstico”, afirmou.
Outro ponto que vem sustentando o consumo, segundo Iglesias, é a maior atratividade da carne de frango em relação à carne bovina. “O diferencial de preços entre as proteínas favorece a substituição, impulsionando a demanda interna por frango”, explicou.
Por outro lado, o analista ressalta que ainda existem fatores de incerteza no cenário. Entre eles, destacam-se as tensões no Oriente Médio, que podem impactar o comércio internacional, e os casos de influenza aviária na América do Sul, que representam risco sanitário e potencial impacto nas exportações.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito foi de R$ 8,60 para R$ 8,80, o quilo da coxa de R$ 6,30 para R$ 7,00 e o quilo da asa de R$ 10,30 para R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 8,90 para R$ 9,00, o quilo da coxa de R$ 6,50 para R$ 7,20 e o quilo da asa de R$ 10,50 para R$ 11,30.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito valorizou de R$ 8,70 para R$ 8,90, o quilo da coxa de R$ 6,40 para R$ 7,10 e o quilo da asa de R$ 10,40 para R$ 11,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve ganho de R$ 9,00 para R$ 9,10, o quilo da coxa de R$ 6,60 para R$ 7,30 e o quilo da asa de R$ 10,60 para R$ 11,40.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo subiu de R$ 4,90 para R$ 5,40 e, em São Paulo, de R$ 4,80 para R$ 5,20.
Na integração catarinense a cotação do frango ficou em R$ R$ 4,75. Na integração do oeste do Paraná, a cotação ficou estável em R$ 4,60 e, na integração do Rio Grande do Sul, ficou em R$ 4,75.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango teve alta de R$ 4,80 para R$ 5,30. Em Goiás, a cotação subiu de R$ 4,85 para R$ 5,40 e, no Distrito Federal, de R$ 4,85 para R$ 5,30.
Em Pernambuco, o quilo vivo ficou em R$ 5,50, no Ceará em R$ 6,20 e, no Pará, ficou com estabilidade de R$ 6,40.
Exportações brasileiras – Secex
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 657,674 milhões em maio (15 dias úteis), com média diária de US$ 43,845 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 347,517 mil toneladas, com média diária de 23,167 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.892,5.
Em relação a maio de 2025, há um avanço de 41,8% no valor médio diário, alta de 34,9% na quantidade média diária e valorização de 5,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Safras News)
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