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IPCA avança 0,16% em junho. Mercado previa 0,31%

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Porto Alegre, 10 de julho de 2026 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho foi de 0,16%. O índice foi 0,42 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,58% registrada em maio. O mercado apostava em alta de 0,31%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Analistas previram alta de 4,8%. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.

 

Em junho, a maior variação (0,63%) e o maior impacto (0,10 p.p.) vieram do grupo Habitação. Por outro lado, o grupo Alimentos e Bebidas, com queda de 0,24%, registrou a maior variação negativa e o maior impacto negativo (-0,05 p.p.). Os demais grupos apresentaram variações entre o -0,02% observado em Educação e o 0,25% de Despesas Totais.

 

O grupo Habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,06 p.p.). Além da permanência da vigência da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em junho, foram incorporados os seguintes reajustes: 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (4,67%), a partir de 19 de junho; 19,55% em Curitiba (4,02%), vigente desde 24 de junho e 5,21% em Belo Horizonte (3,65%), desde 28 de maio.

 

Ainda sobre a energia elétrica residencial ressalta-se que a variação de 5,61% no Rio de Janeiro reflete o retorno da vigência do reajuste de 15,10% sobre as tarifas de março de 2026 em uma das concessionárias, conforme o despacho 2.129 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 11 de junho de 2026.

 

No grupo Habitação destacam-se, também, as variações da taxa de água e esgoto (0,30%) refletindo os reajustes, vigentes desde 1º de junho, de 3,97% em Brasília (3,72%) e 6,00% em Rio Branco (5,91%), e o reajuste de 2,52% em Curitiba (1,37%), vigente desde 17 de maio. A redução de 0,57% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-1,84%), vigente desde 1º de junho.

 

Com variação de 0,25% Despesas pessoais aparece com a segunda maior variação entre os grupos pesquisados, com destaque para os subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,23%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,34%), com destaque para o subitem perfume (1,12%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,34% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, com percentual de 5,11%, vigente desde maio de 2026.

 

A variação do grupo Transportes (0,17%) reflete, além da alta de 7,12% das passagens aéreas, o recuo de 0,48% nos combustíveis, todos em queda: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%). No subitem ônibus urbano (0,72%), ocorreram variações em razão de gratuidade ou redução tarifária aos domingos e feriados em Belo Horizonte (3,67%), Brasília (3,52%), Belém (3,41%) e Curitiba (1,64%).

 

A variação de 0,20% no metrô foi devido a incorporação das gratuidades nas tarifas aos domingos e feriados em Brasília (3,52%). O ônibus intermunicipal (0,38%) contempla recomposição tarifária extraordinária e temporária de 15,00% em Rio Branco (7,68%), vigente desde 8 de maio, e o reajuste de 7,32% nas tarifas em Porto Alegre (3,45%), a partir de 02 de junho.

 

Em junho, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.

 

No que concerne aos índices regionais, a maior variação (0,52%) foi registrada em Brasília, por influência das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%). A menor variação ocorreu em Recife (-0,04%), por conta do recuo do tomate (-22,56%) e da gasolina (-1,99%).

 

As informações são do IBGE.

 

Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News

 

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