Porto Alegre, 30 de julho de 2026 – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho. No mês de junho, a taxa havia sido de ‑0,50%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-M havia caído 0,77% e acumulava alta de 2,96% em 12 meses.
“O resultado do IGP-M segue amplamente influenciado pelo IPA, que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo. A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos. Já o IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas — item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV. Já no INCC, o avanço dos custos da construção civil permaneceu concentrado no componente de mão de obra, refletindo reajustes salariais observados principalmente em Recife e São Paulo, o que mantém a pressão sobre os custos do setor apesar da menor contribuição dos materiais de construção”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
As informações são da Fundação Getúlio Vargas.
Revisão: Rodrigo Ramos / Agência Safras
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