Porto Alegre, 31 de agosto de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus reduziram de 5,02% para 5,01% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 4,69%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu de 4,55% para 4,38%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,25% para 4,28% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 diminuiu de 3,86% para 3,83%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M subiu de 4,09% para 4,10%.
PIB
As instituições financeiras reduziram de 1,95% para 1,92% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,50%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 2% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em junho.
Selic
A pesquisa Focus manteve em 13,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,00%, o que significa que o mercado espera uma queda de 0,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,30 por dólar. Quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era igual, mas a estimativa para 2027 era menor, de R$ 5,28.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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