A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com os preços mais altos, em dia marcado pela volatilidade. Após alternar diversas vezes entre os territórios positivo e negativo, o mercado acabou sendo sustentado pelos sinais de uma demanda aquecida pelo produto estadunidense e pelos ganhos expressivos do petróleo em Nova York. Além disso, as preocupações com o clima na Argentina e a desvalorização do dólar frente a outras moedas complementaram o quadro positivo.
Contudo, uma alta mais consistente não foi consolidada por conta do temor de que o governo dos Estados Unidos tenha uma nova paralisação. De acordo com a Dow Jones, com o prazo até sexta-feira para se chegar a um acordo que prorrogue o financiamento do governo, analistas agrícolas especulam sobre como um novo fechamento poderia afetar as operações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Isto colocaria em risco o relatório de oferta e demanda de fevereiro e os números do Fórum do USDA.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.648.900 toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro. O Japão liderou as compras, com 365.100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 2,6 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,30 3/4, com alta de 0,75 centavo, ou 0,17%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,39 por bushel, avanço de 1,00 centavo ou 0,22% em relação ao fechamento anterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
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