Clima favorece lavouras americanas, deflagra vendas técnicas e pressiona soja em Chicago

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    Porto Alegre, 9 de julho de 2024 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte baixa pela segunda sessão seguida. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas e a melhora no índice de soja entre boas a excelentes condições deflagrou um movimento de vendas técnicas, colocando novembro bem abaixo da barreira de US$ 11,00 por bushel.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 7 de julho, 68% estavam entre boas e excelentes condições, 24% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 67%, 25% e 8%, respectivamente.

    Os agentes também começam a se posicionar frente aos números do USDA, que serão divulgados na sexta. O USDA deverá cortar as suas estimativas para a safra e os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 445 milhões de bushels em 2024/25. Para 2023/24, o mercado aposta em número de 353 milhões de bushels. Em junho, a previsão do USDA era de 455 milhões e 350 milhões, respectivamente.

    Para a produção, o mercado espera um número de 4,416 bilhões de bushels para 2024/25. Em junho, o Departamento apontou safra de 4,450 bilhões de bushels.

    Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 127,1 milhões de toneladas. Em junho, o número ficou em 127,9 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 110,9 milhões, abaixo dos 111,1 milhões indicados no mês passado.

    Para a safra do Brasil em 2023/24, a aposta é de corte, passando dos atuais 153 milhões para 152,1 milhões de toneladas. A produção argentina deve ser mantida em 50 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 17,75 centavos de dólar, ou 1,54%, a US$ 11,31 14/ por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,80 por bushel, com perda de 19,50 centavos ou 1,77%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,84% a US$ 318,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 46,31 centavos de dólar, com baixa de 1,95 centavo ou 4,04%.

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Dylan Della Pasqua / Safras News

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