São Paulo, 23 de junho de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de cotações pressionadas, em meio ao avanço da oferta com a colheita da segunda safra. Os compradores esperam preços ainda mais baixos para avançar nas aquisições. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago retomou os ganhos, em meio a fatores técnicos. Já o dólar opera alta frente ao real, o que pode movimentar negócios voltados a exportação.
O mercado brasileiro de milho voltou apresentar ritmo de negócios lento, com viés negativo para preços. Os consumidores mostraram uma postura inalterada nas negociações, adotando tom comedido, com aquisições pontuais apenas e aguardando o avanço da colheita da safrinha. Colheitas ainda em estágio inicial em grande parte do país. Do lado da oferta, os produtores demonstraram maior cautela na fixação de oferta, especulando com fator climático.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 63,50/67,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,00/67,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 55,00/57,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 55,00/60,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 63,50/64,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,50/68,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 53,00/56,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/51,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em setembro de 2026 estão cotados a US$ 4,21 3/4 por bushel, alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,47%, em relação ao fechamento anterior.
* O cereal ensaia uma recuperação técnica após as perdas acumuladas nos últimos pregões, cobrindo posições vendidas.
* Apesar da reação, o mercado segue limitado pelas boas condições das lavouras norte-americanas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que, até 21 de junho, 68% das lavouras de milho estavam classificadas entre boas e excelentes, 26% em condição regular e 6% entre ruins e muito ruins. Os percentuais permaneceram inalterados em relação à semana anterior.
* Ontem (22), os contratos de milho com entrega em setembro/26 fecharam a US$ 4,19 3/4, com baixa de 5,50 centavos, ou 1,29%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro/26 fechou a sessão a US$ 4,39 1/2 por bushel, recuo de 4,50 centavos ou 1,01% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,71%, a R$ 5,1789. O Dollar Index registra alta de 0,26%, a 101,29 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* A maioria das bolsas da Ásia fechou com cotações em queda. China, -1,37%. Japão, -3,55%.
* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -0,74%. Frankfurt, -1,10%. Londres, -0,47%.
* O petróleo opera em baixa. Agosto do WTI em Nova York: US$ 73,69 o barril (-0,23%).
AGENDA
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
—–Quarta-feira (24/06)
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
—–Quinta-feira (25/06)
08:00 – Relatório de Política Monetária do segundo trimestre/BC.
09:00 – IPCA-15 de junho/IBGE.
09:30 EUA: PIB – 3 estimativa (1º trimestre).
09:30 EUA: Indice PCE (maio).
09:30 – Dados de exportação semana de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Reunião do CMN.
—–Sexta-feira (26/06)
09:00 – Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal) de maio/FGV.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso IMEA.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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