Porto Alegre, 30 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma quinta-feira de comercialização travada. A manutenção da postura retraída por parte de produtores e consumidores faz com que os negócios não evoluam. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago sobe, enquanto o dólar cai frente ao real.
O mercado brasileiro de milho voltou a apresentar um ambiente de negócios travado no decorrer desta quarta-feira. Os produtores seguem retraídos na fixação da oferta, buscando preços mais firmes e especulando com os recentes movimentos dos contratos futuros.
Por outro lado, os consumidores não demonstram preocupação com o abastecimento. Parte da indústria continua recebendo volumes provenientes de contratos firmados anteriormente e atua de forma cautelosa, adquirindo apenas lotes pontuais.
O principal ponto de atenção do dia é a forte retração dos contratos futuros em Chicago, movimento que impacta negativamente a conta de paridade de exportação.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 58,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 59,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,00/67,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 67,50/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 58,00/61,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 54,00/57,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 53,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com ganho de 2,00 centavos de dólar, ou 2,00%, cotados a US$ 4,73 3/4 por bushels.
* O mercado acompanha o forte avanço do vizinho trigo, que sobe quase 4% diante da escalada das tensões na região do Mar Negro. O movimento ocorre mesmo com as previsões de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos, fator que limita ganhos mais expressivos.
* Os investidores também acompanham a divulgação do relatório semanal de vendas externas dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publica, às 9h30 (horário de Brasília), os dados de exportações líquidas de milho. A expectativa do mercado é de vendas entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas.
* Ontem (29), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49, com recuo de 9,50 centavos, ou 2,07% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,71 3/4 por bushel, com baixa de 8,75 centavos, ou 1,82% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,16%, a R$ 5,1004. O Dollar Index registra recuo de 0,20%, a 100.680 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, +1,06%. Frankfurt, +0,39%. Londres, + 0,39%.
* As principais bolsas da Ásia operaram mistos. Xangai, -0,62%. Japão, +0,71%.
* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 83,65 o barril (-0,95%).
AGENDA
09:30 – PIB – estimativa preliminar (2º trimestre).
09:30 – Índice PCE (junho).
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Reunião do CMN – Conselho Monetário Nacional.
– Dados do Caged de junho.
– Resultado financeiro da Vale no segundo trimestre, após fechamento do mercado.
—–Sexta-feira (31/07)
06:00 – Zona do Euro: Estimativa preliminar da inflação (julho).
09:00 – Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação/IBGE.
09:00 – Pnad de junho/IBGE.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Japão: Decisão de política monetária do Banco do Japão.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Copyright 2026 – Grupo CMA
Para receber mais informações do agronegócio, acompanhe a Plataforma Safras e nosso site com notícias em tempo real.





