Porto Alegre, 26 de agosto de 2026 – A produção brasileira de algodão na safra 2025/26 deve alcançar 4,178 milhões de toneladas de pluma, de acordo com a tabela de Oferta e Demanda divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) para o mês de agosto. A projeção representa um acréscimo de 172 mil toneladas em relação às 4,006 milhões de toneladas estimadas em junho, avanço de 4,3% em apenas dois meses.
A revisão reforça a perspectiva de mais uma safra acima de 4 milhões de toneladas e ocorre em um cenário no qual o Brasil mantém volumes elevados de embarques ao mercado internacional. Para 2026, a Anea estima exportações de 3,418 milhões de toneladas, resultado da soma de 1,814 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,604 milhão no segundo.
O volume é 34 mil toneladas superior à estimativa de junho e mantém as exportações brasileiras em patamar próximo aos recordes recentes. No ciclo comercial encerrado em junho, o país já havia registrado forte desempenho nos embarques, com recordes mensais em sete dos 12 meses.
A perspectiva de expansão se estende à safra seguinte. A projeção para 2026/27 passou de 3,960 milhões de toneladas, em junho, para 4,029 milhões de toneladas em agosto, aumento de 69 mil toneladas.
Para 2027, a expectativa de exportações avançou de 3,230 milhões para 3,411 milhões de toneladas entre junho e agosto, acréscimo de 181 mil toneladas, ou 5,6%. A estimativa considera embarques de 1,8 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,611 milhão no segundo.
Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, os números mostram que o avanço da oferta brasileira ocorre acompanhado pela capacidade de ampliar sua presença no comércio internacional.
“As revisões divulgadas neste mês confirmam a trajetória positiva do algodão brasileiro. Observamos uma nova elevação na estimativa de safra, que reflete os ganhos de produtividade e os investimentos realizados pelos produtores. Ao mesmo tempo, as exportações seguem em níveis historicamente elevados, demonstrando a forte demanda internacional pelo algodão brasileiro, afirma.
Oferta maior e estoques confortáveis
Ainda de acordo com Dawid Wajs, mesmo com a revisão positiva das exportações, a maior disponibilidade de algodão eleva a projeção para o estoque ao final de 2026. A estimativa passou de 2,794 milhões de toneladas em junho para 2,914 milhões em agosto, diferença de 120 mil toneladas.
Para Wajs, o aumento dos estoques deve ser observado também sob a ótica da segurança de fornecimento em um mercado internacional sujeito a oscilações de produção, logística e demanda.
Um nível mais confortável de estoques amplia a capacidade do Brasil de atender seus clientes com regularidade e previsibilidade. Isso ganha importância em um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas. O país reúne hoje produção em escala, competitividade e disponibilidade de algodão para sustentar relações comerciais de longo prazo, diz.
Consumo doméstico
A projeção da Anea indica ainda consumo doméstico de 745 mil toneladas em 2026, ante 729 mil toneladas estimadas em junho. Para 2027, a expectativa também foi revista para cima, de 732 mil para 753 mil toneladas.
As informações partem para a assessoria de imprensa da Abapa.
Revisão: Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Agência Safras)
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