Porto Alegre, 26 de agosto de 2026 – O preço médio do frete rodoviário no Brasil recuou 2,7% em julho ante junho, para R$ 0,403 por tonelada/km rodado, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), da Frete.com. Apesar da queda mensal, o valor ficou 17,2% acima do registrado em julho de 2025, de R$ 0,344.
A retração em julho foi influenciada principalmente pela queda do preço do diesel. O combustível reduziu os custos variáveis do transporte, especialmente em rotas mais longas. A redução do ritmo de colheita do milho segunda safra também pode ter contribuído para uma distribuição da demanda logística, mas ainda não há dados suficientes para confirmar esse efeito.
Sudeste mantém maior valor médio
O Sudeste apresentou o maior preço médio de frete em julho, de R$ 0,430 por tonelada/km rodado, seguido por Sul (R$ 0,381), Nordeste (R$ 0,363), Centro-Oeste (R$ 0,342) e Norte (R$ 0,321).
Na comparação com junho, houve queda em quatro das cinco regiões. O Sudeste registrou a maior retração (-2,9%), seguido por Nordeste (-2,7%), Sul (-2,6%) e Centro-Oeste (-0,3%). O Norte foi a única região com alta, de 0,9%.
Caçambas têm maior alta acumulada
Entre as carrocerias monitoradas, as caçambas acumulam a maior alta em 2026 ante o mesmo período de 2025, de 20,2%. Em seguida aparecem graneleiros (+15,1%), grade baixa (+7,6%), sider (+7,5%) e baú (+6,7%).
Na comparação mensal, as caçambas foram a única categoria com alta em julho, de 3,1%. Os preços dos graneleiros recuaram 0,6%, baús caíram 1,8%, sider tiveram baixa de 1,9% e grade baixa, de 2,3%.
Entre as três principais carrocerias monitoradas pelo Frete Insights, o baú apresentou o maior valor médio em julho, de R$ 0,655 por tonelada/km rodado. O sider ficou em R$ 0,540 e o graneleiro, em R$ 0,345.
Maior disponibilidade de caminhões
A relação média de motoristas disponíveis por carga subiu de 3,71 em junho para 4,17 em julho. Segundo o Frete Insights, índices acima de 2 indicam excesso de fretes.
A relação aumentou em todas as regiões no mês, com destaque para Sul (+20,9%), Nordeste (+17,3%), Sudeste (+11,4%), Centro-Oeste (+5,6%) e Norte (+0,6%).
No acumulado de 2026 ante o mesmo período de 2025, a relação subiu apenas no Sudeste, em 5,8%. Houve queda no Sul (-22,5%), Nordeste (-5,6%), Centro-Oeste (-3,6%) e Norte (-2,3%).
As informações são de assessoria de comunicação.
Revisão: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)
Copyright 2026

