Belo Horizonte, 28 de setembro de 2026 – A AgriConnection pretende ampliar no Brasil o modelo de “desintermediação” que conecta fabricantes globais de insumos a distribuidores, cooperativas, revendas e produtores rurais. “Nós auxiliamos as empresas que querem entrar no país e não sabem como”, explica Evaldo Pereira de Carvalho Junior, Chief Commercial Officer (CCO) da marca, que concedeu entrevista exclusiva à Agência Safras, durante o Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), que aconteceu em Belo Horizonte. “Nós fazemos o elo sem intermediários, o que reduz custos”, afirma.
Há sete anos a empresa utiliza o método no setor de defensivos, “Em 2025, faturamos R$ 1,8 bilhão e projetamos R$ 2,1 bilhões para 2026”, relata o entrevistado. “Em 2025, começamos um projeto piloto para atuar no mercado de fertilizantes e movimentamos R$ 250 milhões”, acrescenta. Para 2026, a expectativa é chegar a R$ 320 milhões. “E dobrar o faturamento com fertilizantes em 2027”, aposta. “São chineses, russos e canadenses querendo os nossos serviços”, exemplifica. Carvalho Junior destaca que a AgriConnection tem escritório em Xangai, o que facilita a logística e o fechamento de negócios.
A escolha de entrar no mercado de fertilizantes foi estratégica. “É um setor que movimenta 3 vezes mais dinheiro no âmbito global na comparação com os defensivos”, explica. “Um responde por cerca de US$ 15 a 16 bilhões, enquanto o outro salta para US$ 40 a US$ 50 bilhões”, justifica.
Para ele, o preço elevado dos fertilizantes em função das guerras aumenta a demanda por este tipo de serviço sem intermediários. “O enxofre, por exemplo, está 7 vezes mais caro”, comenta, acrescentando que os nitrogenados também subiram acompanhando o petróleo.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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