Porto Alegre, 6 de novembro de 2026 – O mercado brasileiro de suínos teve preços de estáveis a mais fracos na semana, tanto no animal vivo quanto nos cortes negociados no atacado, segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia. “Houve sinalizações de que o ambiente de negócios para o vivo está truncado, com a indústria mais cautelosa nas compras”, explica.
Segundo Maia, os frigoríficos estão avaliando o nível dos estoques e o escoamento da carne. “A carne não vem apresentando sinais contundentes de avanço nas vendas”, afirma.
Ainda assim, parte do mercado espera uma melhora no consumo no curto prazo, com a entrada dos salários na economia. “Até o final do ano, a demanda pode ser favorecida pelas festividades e pelos preços competitivos dos cortes suínos frente à carne bovina”, conclui o analista.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 5,87 para R$ 5,80 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 9,86 para R$ 9,70, e a média do pernil recuou de R$ 10,83 para R$ 10,71.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve queda de R$ 130,00 para R$ 125,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo seguiu em R$ 4,90 e no interior do estado permaneceu em R$ 5,95.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração permaneceu em R$ 4,75 e no interior catarinense continuou em R$ 6,00. No Paraná, o preço do quilo vivo recuou de R$ 5,95 para R$ 5,85 no mercado livre e, na integração, continuou em R$ 5,10.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande seguiu em R$ 5,90 e, na integração, em R$ 4,75. Em Goiânia, os preços caíram de R$ 6,80 para R$ 6,60. No interior de Minas Gerais, os preços recuaram de R$ 7,00 para R$ 6,90 e, no mercado independente, de R$ 7,20 para R$ 7,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis permaneceu em R$ 6,10 e, na integração do estado, continuou em R$ 4,75.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 223,183 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 13,949 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 99,087 mil toneladas, com média diária de 6,193 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.252,4 por tonelada.
Em relação a outubro de 2025, houve recuo de 4,2% no valor médio diário, avanço de 8,5% na quantidade média diária e queda de 11,7% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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