Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. Contudo, de acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve maior sustentação das cotações ao longo dessa semana, enquanto o Nordeste seguiu demonstrando fragilidade.
Apesar da reação observada em determinadas regiões, Iglesias diz que a elevada disponibilidade nacional de animais ainda limita movimentos mais consistentes de alta. “A recuperação do mercado depende de ajustes nos alojamentos, adequando o ritmo de produção ao atual nível da demanda”, afirma.
Paralelamente, o setor acompanha as oscilações dos grãos e os possíveis efeitos de um El Niño de forte intensidade sobre os custos com nutrição animal.
No atacado de carne de frango, o analista ressalta que a ampla disponibilidade de produto e o consumo ainda insuficiente continuam pressionando as cotações. “A entrada dos salários na economia pode proporcionar maior dinamismo às vendas durante a primeira quinzena de setembro, embora uma recuperação mais consistente também dependa de ajustes na oferta”, pontua.
Os preços elevados da carne bovina favorecem a procura por proteínas mais acessíveis e preservam a competitividade da carne de frango. “As exportações permanecem como o principal elemento de sustentação do setor, com os embarques brasileiros projetados acima de 5,69 milhões de toneladas em 2026”, concluiu Iglesias.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 8,00, o quilo da coxa em R$ 6,40 e o quilo da asa em R$ 11,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 8,20, o quilo da coxa de R$ 6,60 e o quilo da asa de R$ 11,75.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,10, o quilo da coxa em R$ 6,50 e o quilo da asa em R$ 11,60. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 8,30, o quilo da coxa em R$ 6,70 e o quilo da asa em R$ 11,85.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 5,20.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,75 e em Goiás em R$ 4,75. Em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,80, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,80.
No Ceará, o quilo vivo teve queda de R$ 5,50 para R$ 5,00, no Pernambuco de R$ 6,00 para R$ 5,50 e, no Pará, de R$ 6,40 para R$ 6,00.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 182,263 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 45,565 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 93,325 mil toneladas, com média diária de 23,331 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.953.
Em relação a setembro de 2025, há um avanço de 23,4% no valor médio diário, alta de 11,7% na quantidade média diária e alta de 10,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.]
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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