Porto Alegre, 4 de setembro de 2026 – O mês de agosto e o início de setembro foram marcados por melhora nas cotações doméstica da soja e, com isso, aceleração da comercialização nas principais praças. A forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago animou os agentes locais.
A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil envolve 88,7% da produção projetada, conforme relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 4 de setembro. No relatório anterior, com dados de 7 de agosto, o número era de 81,9%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 84,1% e a média de cinco anos para o período é de 86,4%. Levando-se em conta uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 158,163 milhões de toneladas.
Projetando uma safra de 180,089 milhões de toneladas, Safras indica uma comercialização antecipada de 29,1%, o equivalente a 52,420 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 20,2% e a média para o período é de 22,7%. O relatório anterior, de 7 de agosto, indicava o comprometimento de 20,2%.
Uma combinação de fatores garantiu a recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em termos fundamentais, a demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China foi o principal fator de sustentação. Alguma preocupação com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos completou o quadro positivo.
Além disso, o desempenho de outros mercados ajudou na elevação da oleaginosa. A intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe de volta a preocupação com a disponibilidade de trigo e milho do Mar Negro. Os preços dos cereais subiram forte e levaram junto a soja. O petróleo também voltou a preocupar, com o barril superando a casa de US$ 90,00 e ajudando a puxar a soja.
Dylan Della Pasqua e Luciana Abdur / Agência Safras
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