Porto Alegre, 2 de setembro de 2026 – Em posicionamento divulgado à imprensa na manhã de hoje, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) disse que vê com preocupação a interrupção das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia.
Desde que as novas exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos foram comunicadas, a entidade vem atuando em conjunto com os demais elos da cadeia produtiva e prestando todo o suporte técnico ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), autoridade sanitária brasileira responsável pela condução das tratativas com as autoridades europeias. Neste momento, os esforços estão concentrados na reinclusão do Brasil entre os países aptos a exportar para o bloco, uma vez que as garantias oficiais do Mapa já foram apresentadas. A ABIEC acompanha as negociações, conduzidas em âmbito governamental, e segue fornecendo os subsídios técnicos necessários para que o fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível.
No que coube à iniciativa privada, foi realizada a construção do protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos, desenvolvido pela ABIEC, pela Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O protocolo, que faz parte das garantias oficiais brasileiras, já está em processo de execução junto à cadeia, sendo que 100% das empresas associadas à ABIEC e habilitadas ao mercado europeu estão aderidas. Trata-se de um requisito regulatório de mercado, estabelecido pelo bloco para seus fornecedores, que não altera a qualidade, a segurança ou o status sanitário da carne bovina brasileira, reconhecida em mais de 170 mercados atendidos pelo país.
A União Europeia é um mercado estratégico para o Brasil, principalmente pelo alto valor agregado e pelo perfil específico dos cortes comercializados. A carne bovina brasileira seguirá sendo comercializada nos mercados para os quais estiver habilitada, mas não há substituição automática do mercado europeu, uma vez que diferentes destinos demandam produtos e cortes distintos. Por isso, a prioridade da ABIEC é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível, preservando a diversificação dos destinos, a competitividade da cadeia e a presença internacional da carne bovina brasileira.
As informações partem da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Revisão: Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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