Porto Alegre, 25 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de poucas negociações e preços firmes. A comercialização encontra dificuldade para evoluir por um entrave entre produtores e consumidores, mantendo o quadro de morosidade. Os principais formadores de preço operando em direções distintas também podem influenciar o cenário travado. A Bolsa de Chicago opera em queda, enquanto o dólar sobe frente ao real.
O mercado brasileiro de milho teve um dia de preços firmes nesta segunda-feira, com altas registradas principalmente nos portos, puxadas pela valorização das cotações futuras em Chicago e pelo fator câmbio. Segundo informações da Consultoria Safras & Mercado, o produtor retém as vendas, enquanto os preços sobem principalmente nas regiões Sudeste e Sul, além de Goiás e Mato Grosso do Sul.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 70,50/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 70,00/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/66,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 70,00/72,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,50/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 62,00/64,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 62,00/65,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,19%, cotados a US$ 5,14 1/2 por bushels.
* O mercado ensaia um movimento de realização de lucros, após o cereal atingir na sessão anterior o maior nível de preços desde julho de 2023. As cotações acumulam alta de cerca de 18% no ano. O grão também acompanha a queda do petróleo, que recua mais de 3% em Nova York.
* A baixa do petróleo ocorre em meio à menor preocupação dos operadores com a oferta, após os Estados Unidos anunciarem novas sanções contra o Irã. O mercado avalia que a pressão econômica representa um risco menor para o abastecimento do que uma eventual escalada militar.
* Por outro lado, no campo, as condições da safra americana de milho pioraram na última semana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 23 de agosto, 57% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 60% na semana anterior. O percentual em situação regular passou de 25% para 26%, enquanto as lavouras em condições ruins ou muito ruins aumentaram de 15% para 17%.
* Ontem (24), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,15 1/2, alta de 7,00 centavos, ou 1,37% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,30 1/4, avanço de 6,75 centavos, ou 1,28% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra avanço de 0,14%, a R$ 5,1606. O Dollar Index registra estabilidade, a 99.004 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices altos. Paris, +0,26%. Frankfurt, +0,70%. Londres, +0,10%.
* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, +0,19%. Japão, +0,50%.
* O petróleo opera com baixa. Outubro do WTI em NY: US$ 82,46 o barril (-2,99%).
AGENDA
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
—–Quarta-feira (26/08)
09:00 – IPCA-15 de agosto/IBGE.
09:30 – EUA: PIB – 2ª estimativa (2º trimestre).
09:30 – EUA: Índice PCE (julho).
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
—–Quinta-feira (27/08)
08h30 – Zona do Euro: Ata da última reunião de política monetária.
09:00 – Pnad de julho/IBGE.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (28/08)
04:55 – Alemanha: Dados do mercado de trabalho de agosto, incluindo desemprego.
08:00 – IGP-M de agosto/FGV.
09:00 – Índice de Preços ao Produtor de julho/IBGE.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Dados de julho do Caged/Ministério do Trabalho.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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