São Paulo, 25 de agosto de 2026 – Em dia de agenda esvaziada, o mercado, tanto aqui como no exterior, se prepara para os principais eventos da semana. Aqui, destaque para O IPCA-15 amanhã e dados do mercado de trabalho. No exterior, atenções para o PCE, para o resultado Nvidia e para o discurso na sexta do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh na sexta.
No exterior, o dia é de menor aversão ao risco. Petróleo e títulos recuam, enquanto as bolsas operam em alta. Os investidores seguem atentos ao conflito no Oriente Médio e a recompra de títulos americanos, anunciada recentemente. Os ativos locais devem se beneficiar deste clima de maior apetite externo.
“No campo macroeconômico, os dois temas que continuam dominando as discussões são a situação envolvendo o Irã e o comportamento das treasuries. Em ambos os casos, parte do mercado observa a possibilidade de uma evolução mais favorável no curto prazo”, pondera a Ativa Investimentos, em boletim matinal. “Durante a noite, autoridades paquistanesas afirmaram que as conversas mantidas com o Irã avançaram de maneira significativa e abriram espaço para uma solução que contribua para encerrar o conflito”, completa.
Internamente, além da expectativa pelos indicadores ao longo da semana, a questão política e fiscal segue no radar. O governo tenta colocar na pauta o projeto do fim da escala 6×1, enquanto a oposição articula para adiar a votação para depois das eleições. O tema é considerado essencial para o governo Lula tentar a reeleição.
Ontem o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o salário mínimo será elevado no PLOA em R$ 120, para R$ 1.741. O reajuste deverá transbordar para outros benefícios, como BPC, seguro-desemprego e abono salarial. “Como se sabe, esse transbordamento afeta a dinâmica dos gastos de maneira contundente e dificulta a situação fiscal’, avalia a Ativa.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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