Porto Alegre, 31 de julho de 2026 – O mercado internacional de açúcar teve um mês de julho marcado por volatilidade, em meio ao conflito no Oriente Médio, seguindo o sobe-e-desce do petróleo, enquanto permaneceram as preocupações com o El Niño e suas implicações sobre as safras dos principais países produtores.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em outubro do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 30 de julho a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, ante 14,82 centavos em 30 de junho, uma queda de 2,63%.
Segundo analistas, a oferta de curto prazo de açúcar bruto parece abundante, com o Brasil produzindo mais uma grande safra, limitando o potencial de alta dos preços internacionais do açúcar. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o Brasil irá produzir 43,9 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27, abaixo do ano passado, mas mesmo assim uma das maiores safras da série histórica.
Por outro lado, o déficit global de açúcar previsto para a safra de 2026/27 será maior do que o esperado anteriormente, com as chuvas retardando a moagem da cana na região centro-sul do Brasil e o clima quente e seco reduzindo a produção em algumas regiões da Europa, afirmou a Green Pool.
Segundo noticiou a Reuters, a Green Pool projetou um déficit de 3,34 milhões de toneladas em 2026/27, em comparação com uma previsão anterior de um déficit de 1,76 milhão de toneladas.
A Green Pool afirmou que as chuvas continuam atrapalhando a moagem de cana da safra 2026/27 no centro-sul do Brasil e forçaram as usinas a produzir menos açúcar e mais etanol do que gostariam.
Essas chuvas também colocam em dúvida a perspectiva de uma safra de cana-de-açúcar que se esperava ser grande. Os riscos climáticos também parecem estar se materializando em outros grandes produtores, com revisões negativas na União Europeia, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência Safras
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