Porto Alegre, 24 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou mais altos para o milho ao longo da semana. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ritmo de negócios seguiu lento, com os compradores sinalizando tranquilidade em termos de estoques e aguardando a entrada de um volume mais expressivo de milho safrinha no mercado.
O clima mais seco possibilitou um avanço mais expressivo dos trabalhos no campo em diversos estados brasileiros, com exceção do Paraná, onde as chuvas registradas no decorrer da semana travaram o andamento da colheita.
Do lado da oferta, os produtores atuam com maior cautela nas fixações de venda do cereal, acompanhando mais de perto os movimentos de preço do mercado futuro (B3) e dos preços internacionais de milho. A Bolsa de Chicago operou com preços mais aquecidos, em meio às especulações com um clima mais quente e seco previsto para o cinturão produtor estadunidense.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 60,82 no dia 23 de julho, alta de 0,35% frente aos R$ 60,61 registrados na semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 59,00, estável frente ao final da semana anterior.
Em Campinas/CIF, a cotação teve avanço de 0,75% frente aos R$ 66,50 praticados no final da última semana, atingindo R$ 67,00. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal seguiu em R$ 60,00 ao longo da semana.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 56,00, alta de 1,82% frente aos R$ 55,00 registrados no fim da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço seguiu em R$ 68,00 por saca.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 60,00, sem mudanças ante a semana passada. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 55,00, sem alterações frente à última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 168,646 milhões em julho até o momento (13 dias úteis), com média diária de US$ 12,972 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 786,705 mil toneladas, com média de 60,515 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 214,40.
Em relação a julho de 2025, houve baixa de 40,3% no valor médio diário da exportação, perda de 42,8% na quantidade média diária exportada e valorização de 4,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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