Porto Alegre, 17 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e baixos no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado continuou apresentando fragilidade, refletindo um cenário de maior disponibilidade de oferta.
Iglesias destaca que as exportações seguem com excelente desempenho, e a perspectiva é de um novo recorde de embarques em 2026. Nesse contexto, o controle dos alojamentos permanece fundamental para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
“Os custos com nutrição animal ainda exigem acompanhamento, embora a boa disponibilidade de milho e farelo de soja na atual temporada contribua para manter as despesas em níveis relativamente controlados”, afirmou.
No mercado atacadista, Iglesias disse que o ambiente oferece pouco espaço para reajustes positivos. “A expectativa segue sendo de recuo das cotações, sobretudo durante a segunda quinzena do mês. Vale destacar que a carne bovina continua sendo negociada em níveis elevados, o que favorece a competitividade das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango”, ressaltou.
As exportações de carne de frango também permanecem como o principal fator de sustentação do setor, com o Brasil caminhando para ultrapassar a marca de 5,6 milhões de toneladas embarcadas em 2026.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito permaneceu em R$ 8,50, o quilo da coxa em R$ 6,90 e o quilo da asa em R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 8,70, o quilo da coxa de R$ 7,10 e o quilo da asa de R$ 11,25.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito continuou em R$ 8,60, o quilo da coxa em R$ 7,00 e o quilo da asa em R$ 11,10. Na distribuição, o preço do peito seguiu em R$ 8,80, o quilo da coxa em R$ 7,20 e o quilo da asa em R$ 11,35.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo seguiu em R$ 5,20.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,75. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango caiu de R$ 4,85 para R$ 4,65 e em Goiás de R$ 4,85 para R$ 4,65. Em Minas Gerais, o quilo vivo teve queda de R$ 4,90 para R$ 4,70, enquanto no Distrito Federal, de R$ 4,90 para R$ 4,70.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 6,80, no Pernambuco de R$ 7,00 e, no Pará, de R$ 7,20.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 383,533 milhões em julho (8 dias úteis), com média diária de US$ 47,941 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 190,551 mil toneladas, com média diária de 23,818 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.012,8.
Em relação a julho de 2025, há um avanço de 61,7% no valor médio diário, alta de 45,9% na quantidade média diária e valorização de 10,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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