Porto Alegre, 12 de junho de 2026 – A semana foi de leves baixas para o açúcar na Bolsa de Nova York e também no mercado físico brasileiro. Em Nova York, os preços do açúcar bruto começaram a semana ao redor dos US$/cents 14,65 e finalizaram o período na faixa dos US$/cents 14,45. Segundo o analista de Safras & Mercado, Maurício Muruci, o mercado recua de forma lenta em função do enfraquecimento do real frente ao dólar, que ao elevar a remuneração das usinas em moedas locais, acaba também por aumentar a oferta de curto prazo de açúcar por parte do Brasil no mercado internacional.
Apesar disto, Safras & Mercado alerta para o fortalecimento do açúcar ao longo da terceira semana de junho que está para ser iniciada em função da oficialização do El Niño pelo Noaa na quinta-feira, dia 11. O fenômeno deverá influenciar tanto a temporada de furacões no Atlântico Norte quanto as chuvas de Monção na Ásia, formando um forte vetor de risco climático para o petróleo e para o açúcar, respectivamente.
No mercado físico, o açúcar cristal teve a segunda semana de junho marcada igualmente por quedas fracas sobre a saca de 50 kg de cristal com até 150 Icumsa, que saiu de R$ 90,00 para R$ 89,00. O mercado caiu em função da entrada da safra nova do Centro-Sul, indica Muruci. Porém, Safras & Mercado alerta que as quedas foram muito brandas em função da demanda pontualmente mais fortalecida no curto prazo. Para a terceira semana de junho, Muruci espera preços oscilando ao redor da estabilidade dos R$ 90,00 a saca de 50 kg, diante da manutenção da demanda de fraca a moderada na região em meio ao fortalecimento da produção do cristal da safra nova que ocorre exatamente nesta época do ano
ETANOL
O mercado físico de etanol teve a semana marcada por movimentos de baixa moderada, com o referencial do hidratado em Ribeirão Preto recuando de R$ 2,80 para R$ 2,78 o litro. “A oferta tem crescido muito por parte das usinas com a entrada da safra nova 2026/27 do Centro-Sul do Brasil. Na outra ponta temos a distribuidoras atuando da mão para a boca na demanda com o objetivo de derrubar ainda mais os preços”, avalia o analista de Safras.
Para a terceira semana de junho, Safras & Mercado avalia a tendência de preços moderadamente mais baixos em linha com a continuidade da entrada da safra nova do Centro-Sul.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
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