A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (23) em alta, com ganhos superiores a 2% no contrato mais negociado. O mercado foi impulsionado principalmente pelas condições climáticas adversas nos Estados Unidos.
A persistência do clima seco nas Planícies seguiu prejudicando o desenvolvimento das lavouras, com avanço da seca em áreas importantes do cinturão produtor e manutenção do risco produtivo.
Outros fatores também ficaram no radar. As tensões no Oriente Médio sustentaram os preços do petróleo. Além disso, agentes acompanharam o cenário na Argentina, um dos principais exportadores globais, onde a Bolsa de Buenos Aires projetou a safra 2026/27 em 6,5 milhões de hectares, queda de 3% na comparação anual.
No campo da demanda, as vendas líquidas de trigo dos Estados Unidos para a safra 2025/26 somaram 129 mil toneladas na semana encerrada em 16 de abril. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 8.000 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, entre 100 mil e 500 mil toneladas, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 6,10 3/4 por bushel, alta de 11,50 centavos, ou 1,91%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 6,20 1/4 por bushel, com avanço de 13,25 centavos, ou 2,18%.
Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Copyright 2026 – Grupo CMA





