Porto Alegre, 19 de junho – A Vittia defendeu a adoção de estratégias integradas de manejo para reduzir os impactos das geadas sobre as lavouras de trigo no Sul do Brasil. Segundo a empresa, o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas pode fortalecer as plantas, aumentar a tolerância ao estresse provocado pelas baixas temperaturas e preservar o potencial produtivo da cultura.
Com a chegada do inverno, os agricultores da região Sul convivem com o risco de frio intenso, excesso de umidade e geadas, fenômenos que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade tecnológica dos grãos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), citados pela empresa, a produção brasileira de trigo está estimada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026, enquanto a área cultivada deve recuar para cerca de 2,14 milhões de hectares.
Nesse cenário, a Vittia avalia que o manejo torna-se estratégico para proteger o investimento do produtor diante de margens mais apertadas e maior exposição aos riscos climáticos.
O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Vittia para a Região Sul, Gustavo Rubim, afirmou que a geada representa um dos principais riscos para a cultura do trigo no país.
“A preparação para enfrentar eventos de frio intenso exige planejamento antecipado e manejo criterioso da lavoura. Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, disse.
Segundo Rubim, os riscos do inverno vão além da geada e incluem excesso de umidade, maior pressão de doenças e dificuldades operacionais.
“Por isso, manejo de solo, nutrição, sanidade, biológicos e monitoramento climático devem atuar de forma integrada. Aliados à escolha adequada da época de semeadura e de cultivares adaptadas à região, esses fatores ajudam a reduzir os riscos de que estágios críticos da cultura coincidam com períodos de maior ocorrência de geadas”, afirmou.
A empresa destaca que os danos variam conforme o estágio fenológico da cultura. Durante a fase vegetativa, as perdas costumam se restringir à queima de folhas e à redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação. Já nas fases de espigamento, florescimento e enchimento de grãos, os prejuízos podem ser severos, incluindo esterilidade das espiguetas, falhas na formação dos grãos e queda da produtividade e da qualidade da colheita.
Segundo a Vittia, fertilizantes foliares e bioestimulantes podem atuar como ferramentas de manejo preventivo e suporte fisiológico, mantendo as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar o estresse térmico. Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o funcionamento da planta, enquanto aminoácidos, extratos de algas e outros bioestimulantes auxiliam na recuperação após a ocorrência de geadas.
A empresa também destaca que os bioestimulantes favorecem mecanismos naturais de defesa das plantas, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo os danos celulares causados pelo frio.
Rubim ressaltou que essas tecnologias devem integrar uma estratégia mais ampla de manejo.
“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, completou.
As informações são de assessoria de imprensa.
Revisão:: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
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