Valorização do real pressiona preços da arroba do boi em março

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    Porto Alegre, 01 de abril de 2022 – O mercado físico de boi gordo teve um mês de março marcado por preços mais baixos na maioria das regiões produtoras. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate mais bem posicionadas, que hoje atendem entre seis e sete dias úteis, em média. “Além disso, a paridade cambial ainda é fator relevante para a formação de tendência de curto prazo”, assinalou Iglesias.

   O processo de valorização do real ante o dólar alterou completamente a dinâmica do mercado, fazendo com que os frigoríficos exportadores alterassem seu comportamento, exercendo pressão sobre os preços dos animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês.

   O dólar comercial caiu 7,64% ante o real em março, fechando o dia 31 cotado a R$ 4,7610.

    Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 31 de março:

* São Paulo (Capital) – R$ 340,00 a arroba, na comparação com R$ 360,00 a arroba no dia 02, queda de 5,56%.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 320,00 a arroba, contra R$ 335,00 (-4,5%).

* Goiânia (Goiás) – R$ 310,00 a arroba, ante R$ 330,00, caindo 6%.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 300,00 a arroba, contra R$ 315,00, recuo de 4,76%.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 310,00 a arroba, contra R$ 305,00 (+1,64%).

USDA

    O Brasil deverá produzir 9,85 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2022, segundo informações divulgadas pelo boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve superar as 9,5 milhões de toneladas registradas em 2021.

    Para atingir esse volume, o país deve abater 37,7 milhões de bovinos em 2022, acima dos 36,3 milhões de animais registrados em 2021.

    A previsão é de que o país exporte 2,6 milhões toneladas de carne bovina em 2022, superando as 2,32 milhões de toneladas embarcadas no ano passado. O consumo interno deve ficar em 7,312 milhões de toneladas neste ano, à frente das 7,24 milhões de toneladas demandadas em 2021.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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