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Setor arrozeiro acompanha avanço de fundamentos altistas no exterior

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Porto Alegre, 12 de junho de 2026 – A ausência de novos vetores capazes de alterar significativamente o comportamento da oferta, da demanda ou do fluxo comercial mantém o setor operando em ambiente de baixa liquidez, reduzida formação de preços e forte dependência de fatores externos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira. “O sentimento predominante continua sendo de espera, tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores”, destaca.

 

No mercado interno, a principal preocupação segue concentrada na capacidade de escoamento dos excedentes acumulados após a colheita. “O comércio exterior permanece como variável decisiva para o equilíbrio do mercado, porém os embarques continuam abaixo do ritmo necessário para promover redução mais consistente da disponibilidade física”, lamenta o consultor.

 

Apesar da continuidade das exportações, o volume embarcado ainda não apresenta intensidade suficiente para alterar de forma significativa a atual relação entre oferta e demanda.

 

O câmbio também voltou a exercer influência menos favorável sobre a competitividade brasileira. Após semanas de valorização, o dólar devolveu parte dos ganhos recentes e voltou a se aproximar da região de R$ 5,00. “Esse movimento reduz o suporte à paridade de exportação e dificulta a construção de um ambiente mais competitivo para o arroz brasileiro no mercado internacional, justamente em um momento em que o setor depende fortemente do avanço dos embarques”, frisa Oliveira.

 

Por outro lado, o cenário internacional continua apresentando elementos gradualmente mais construtivos para o médio prazo. “O relatório de junho do USDA trouxe revisões importantes, com redução de 3,53 milhões de t (beneficiado) na produção mundial, corte de 1,51 milhão de ha na área cultivada, diminuição dos estoques finais e manutenção do consumo global em nível recorde”, enumera.

 

“Embora os estoques mundiais ainda permaneçam confortáveis em termos absolutos, os números indicam redução da folga observada nos últimos ciclos e reforçam a percepção de fundamentos mais ajustados para 2025/26”, acrescenta o analista.

 

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (11) cotada a R$ 58,79, queda de 0,37% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 3,54%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 13,03%.

 

Veja mais sobre o mercado de arroz:

 

 

Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

 

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